Existem contra-ataques mortais, executados da maneira que relatei que "minha seleção" faria.
E nem estou falando do Catenaccio, que na teoria eu acho mui ofensivo, pois ficam, teoricamente, três jogadores a esperar o lançamento. Claro que hoje em dia, tal sistema já está re-adaptado, mas (mais me ajuda), escrevo sobre o original. Era ofensivo, em termos de contra-ataque. Talvez o Catenaccio fosse pessimista em relação a quem “dominaria a pelota”, ou com relação a quem lançasse... Um bico pra frente, teoricamente, ou cai na direita, ou na esquerda... ou no centro.
Mas para levar a cabo um contra-ataque clássico e mortal, são requeridas apenas duas coisas: um atacante isolado, mas veloz e inteligente, e um bago para frente que ao menos cause constrangimento para a zaga adversária. Se o adversário estiver desesperado, é a cereja do bolo.
Tentando deixar mais claro como é possível o contra-ataque de “um homem só”, coloco o vídeo abaixo, sobre um embate da Libertadores 2010, entre Alianza Lima e Universidad de Chile (contra-ataque a partir de 1min e 27 segundos):
Não tem relação com a postagem, mas vale o comentário: assisti a este excelente jogo entre Alianza e Universidad de Chile. E duas coisas sobre as quais era um ignorante: o estádio do Alianza Lima é perfeito e sem frescuras, e a torcida deles não parou praticamente nenhum minuto, e não falo apenas das barras, falo da plateia inteira.
Praticamente desafiado pelo Maurício, que escalou a Seleção ideal dele na postagem abaixo, posto a minha seleção para a Copa 2010.
No ataque acabei com aquela faceirice do Adriano na frente (que estava de titular na Seleção do Maurício). No lugar dele entra Gustavo Papa, que é um jogador que volta para marcar e fecha o meio. Na zaga, como líbero, entra Aládio, que além da experiência em jogos renhidos, tem feito ótimas segundonas aqui no RS, campeonato dificílimo de segurar na zaga, o que ele tem feito com desenvoltura exemplar. Imaginem em gramados perfeitos, com marcação frouxa por parte dos atacantes...seria destaque do certame.
Basicamente ficou uma seleção gaúcha. Quem não é gaúcho tem relação com algum clube daqui, com exceção do Elano. No auxílio-técnico sai Jorginho e entra Argel, com Felipão de consigliere do reponte todo.
Abaixo, como se ganha uma Copa:
Já foi citado como tirano e benevolente, vingativo e apaziguador. Deus já foi considerado tudo isso. E o oposto.
Deus já fez gol de mão e, 18 anos mais tarde, cruzou a fronteira e vestiu a 9 com direito a testaço platinado e estampa neandertalesca para mostrar que a divindade não encontra limite nem está de molecagem.
Eu quero é falar do Diabo.
Certa feita, tive a oportunidade de adormecer em um recinto fechado, sem perceber que uma lata de Cascola estava aberta no ambiente.
Tive diversos sonhos bizarros, mas o que interessa aqui é meu encontro com o Diabo.
- Ué, porque a praça tá tão diferente?
- Por que isso é um sonho e a sua mente não funciona com toda a capacidade em estados de inconsciência.
- Sério?
- Sim, é tipo ligar o Windows no modo de segurança.
- Capaz! É sério mesmo isso?
- Não. Mas era o que você responderia pra alguém.
- Ah...
- Você sabe quem eu sou?
- Pela cor pode ser um alemão na praia, ou o diabo. Pelo cavanhaque pode ser o Froner, ou o diabo. Pelos chifres e rabo pode ser uma vaca, ou o diabo. É, vou pelo denominador comum...
- Parabéns! Normalmente as pessoas não percebem de cara com quem estão falando. Somente os melhores.
- Sério?
- Não. Qualquer idiota percebe que está falando com o diabo e nem precisa pensar tanto.
- Ah...
- Pois então, como está a vida?
- Não vou reclamar de nada, pois tudo sempre pode piorar e eu não quero que piore. E lá na tua terra, como anda a coisa?
- Quente, mas já tem tanto ar-condicionado que isto pouca diferença faz...
- Até aí pode ser o Rio de Janeiro...
- Sabe que eu não tenho nada a ver com os problemas do Rio, né?
- Não tenho dúvidas. Inclusive acho que o 80% do que sai sobre o Rio na imprensa é invenção da mídia.
- Enfim, não é mais minha jurisdição aquilo lá.
- Então...
- Não, nem Dele. O Rio de Janeiro está sub-judice, assim como São Paulo estava até semana passada.
- E agora...
- Agora temos de nos reunir novamente para decidir quem ficará responsável por São Paulo.
- Entre tu e Deus?
- Não, não, tá pensando que a gente é otário?
- Então, quem...
- A gente tá na dúvida entre Capão Redondo ou virar Terra de Ninguém mesmo...
- Ah... bom, lá no Rio Grande não temos esse tipo de problema...
- (gargalhadas)
- Não entendi...
- Amigo, o seu estado é o pior caso do Brasil.
- Como assim?
- O Rio Grande do Sul pode ser encarado por dois ângulos: você escolhe.
- Quais sejam?
- O Brasil que se leva a sério ou a Europa do baixo-orçamento.
- Não entendo essa visão que vocês têm do Rio Grande ser europeísta. A história do Rio Grande do Sul é calcada na variedade étnica e de povos...
- Baixo-orçamento!
- Ah...
- É.
- E o Rio Grande é jurisdição de quem?
- Você nem desconfia?
- Meu Deus! Brizola?
- Ahahahaha, não. O Brizola cuida do Uruguai, que é de propriedade dele.
- Nossa! Eu sempre digo isso pros guris de São Paulo e eles demoram pra acreditar.
- Pois é!
- Tchê, mas de quem será a juridição riograndense?
- Vou dar uma pista: está vivo!
- Un... NÃO!!!!!!!
- Não, não, calma, não é o Tony da Gatorra. Brincadeira tem limite.
- Ufa... espera, como é que tu...
- Eu sou parte do seu subconsciente, sei o que vocë pensa, fica tranqüilo...
- Un...
- Temos tempo, quero que você mesmo pense...
- Será que... NÃO, NÃO PODE SER!
- (sorriso diabólico)
- Não... é sacanagem, né?
- (gargalhadas diabólicas)
- Não acredito nisso! Quem permitiu...
- É, amigo, cada um tem o que merece, não é o que você mesmo diz?
- Tá, beleza, mas logo o Celso Roth??!!!!
- Veja bem. Tem um lado bom e um ruim...
- Porra, e qual é o BOM?
- O bom é que ele assumiu não faz nem uma semana...
- Tá! E o ruim?
- O ruim é que nos próximos 100 anos todos os homem nascerão volantes de contenção e com extrema dificuldade no passe...
- Bem, eu sou um entusiasta dos volantes de contenção...
- Os modelos serão o Leandro Guerreiro e o Eduardo Costa...
- NÃÃÃÃÃÃÃÃO
Acordei suado e em pânico.
Prefiro pensar que este encontro foi tão somente o efeito da maldita cola a evaporar pelo ambiente confinado.
Mas, por via das dúvidas, estou avisando vocês...
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* Texto de Maurício Kehrwald, que além de escrever no PF
também escreve no seu blog pessoal.