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O futuro do futebol do interior gaúcho

Um dos temas mais difíceis de serem debatidos é o formulismo sob o qual se encontram os clubes do interior do Rio Grande do Sul. E talvez a maior dificuldade seja porque é um assunto que não depende só dos clubes daqui ou da Federação Gaúcha de Futebol. Quem manda e desmanda nesse tema e num país viciado em gestões centralizadoras, onde não conseguem fazer uma liga sequer pra acordar suas próprias tabelas de jogos, é a Confederação Brasileira de Futebol. E nós podemos imaginar o grau de interesse que a CBF tem, por exemplo, no fato de que tem times em cidades pequenas do Rio Grande do Sul que ficarão mais de um ano sem futebol profissional por obra (aqui o leitor poderia imaginar “por obra da penúria financeira”, sempre tão reclamada, mas não é o caso) da própria Federação!
Ou seja, a entidade deve defender seus filhados e por extensão inclusive a prática e difusão do esporte, incentiva, e inclusive obriga, a que fechem o departamento de futebol profissional por mais de um ano.

O caso do Bagé é um bom exemplo. Foi clube fundador (através do
Rio Branco) da FRGD (Federação Rio-grandense de Desportos), em 18 de maio de 1918, atual FGF.
Disputou todas as competições que lhe cabiam, inclusive as mais disparatadas fórmulas e acatando desportivamente inclusive aberrações jurídicas (no âmbito da Justiça Desportiva). Desde 2001 disputa o atual modelo de Segundona, e em todos os anos, com exceção de 2011, sempre passou da primeira fase da competição e, na maioria destes anos, de forma tranqüila, em primeiro ou segundo lugar das chaves. Ironia do futebol, justo no ano em que é implantado o rebaixamento para os dois últimos colocados de cada chave da primeira fase, o Bagé faz sua pior campanha da história. mas estava lá no regulamento, que venha a Terceirona.

O injusto, se é que há injustiça neste sentido no futebol, é que por anos e anos o Bagé manteve-se em atividade nestas competições menores, com interesse genuíno, o que contribuía indiretamente para a valorização deste campeonato, que hoje o Bagé não tem mais direito de disputar, enquanto clubes aventureiros (que nem entrariam no futebol profissional caso tivessem que começar numa 3ª divisão) vão jogar, mesmo tendo cumprido campanhas pífias nos anos anteriores ou tendo começado no futebol profissional ano passado (literalmente, não é figura de linguagem).

Entretanto, caímos no campo. Que tivesse sido pensado nisso antes de aprovar a fórmula deste ano. Isto já está posto e o lamento é mais pela própria “injustiça” do futebol, que também por estas é futebol.

Mas o surreal é que os times que caíram pra 3ª divisão este ano,
não poderiam participar da Copa FGF do segundo semestre. por decisão da FGF. Ela decidiu que os clubes deveriam fechar as portas. Ao invés do incentivo para que se jogue futebol, o negócio e ficar fechado até o segundo semestre de 2012, porque a 3ª divisão do ano que vem só começa após o término da Segundona 2012.

Quer dizer, como castigo não basta cair de divisão (além disso, cair pra uma divisão incipiente), tem que fechar as portas por mais de um ano (15 meses, para ser exato).

A deficiência técnica é crime hediondo. Além do que, se formos analisar as causas de chegar a este ponto, muitas delas tem a mesma origem daquela que nos impede de jogar.
E, cúmulo dos cúmulos, por medida da CBF, teremos que assistir jogos da 3ª sem poder beber cerveja.


Gauchão é a “elite”

Antes do retorno da Terceirona, já era da opinião que o Gauchão não serve pra absolutamente nada no longo prazo dos clubes do Interior, a não ser que saíssem campeões com certa freqüência. A outra serventia era a questão da “flauta”: um rival na A e outro na B rende aos torcedores. Aí veio a “mesada” da FGF de 500 mil reais para os clubes do Interior (em virtude das cotas de TV) e o discurso de chegar ao Gauchão é tudo que importa ficou mais forte. Mas pelo que se viu nos últimos anos, as coisas seguem da mesma forma.

Clubes como o Veranópolis ou Santa Cruz, por exemplo.
Organizados, montam times “ajeitadinhos”, ainda mais com os 500 pila da FGF...por 3 meses (isto para quem chega na final). Além de nunca ganhar o título. E por nove meses (tempo suficiente até para gerar e parir um novo ser humano) ficam sem futebol. E assistindo os seus conterrâneos torcendo massivamente para Grêmio e Internacional. Claro, na cidade nem futebol tem, enquanto Grêmio e Inter disputam grandes campeonatos.

E nem falo da questão “mistos” (que torcem pra Inter ou Grêmio, mas dedicam a mesma energia pro clube da cidade dele), o que surge agora é um torcedor que simplesmente abandona, em todos os sentidos, o clube da cidade para assistir futebol pela TV.
É pra isso que serve o Gauchão pros clubes do Interior.


Divisões Nacionais

Por tudo isso é que FGF e CBF deveriam criar divisões nacionais pra todos os clubes profissionais que estivessem dispostos a participar de um certame nacional. Nem que pra isso fosse necessário a criação da série Z. Mas sem fórmulas complicadas.

Um dos argumentos de quem é contra este sistema é a enorme extensão territorial do Brasil (e por isso altos custos em viagens). Mas quanto menor a divisão, mais regionalizada seria. A principal preocupação nestas divisões “menores” seria uma tabela que previsse nove meses de jogos. De março até novembro. Subindo de divisão, e consequentemente aumentando as distâncias, os clubes teriam maior aporte financeiro, tanto pelo bom momento, quanto por entrar numa divisão que tenha cotas de TV.

Poderiam fazer com que a última divisão nacional, fosse várias divisões, uma em cada estado. Campeão e Vice subiriam para a divisão subseqüente, que seria por região (região sul, por exemplo), ou a divisão seguinte seria a junção de dois estados lindeiros (RS e SC, por exemplo).

Outra boa sugestão li no blog
O Século XX, de Sérgio Fontana. A sugestão do Sérgio:
“O Campeonato Gaúcho/2011 terminou para o Pelotas em 10 de abril. De lá para cá são mais de 75 dias sem jogar, e esse tempo ainda vai se estender, pelo menos, até o final de julho (...)

Baseado nesta realidade, questiono o calendário do Campeonato Gaúcho, cuja a fórmula e tabela é adaptada à disponibilidade dos times principais da dupla Gre-Nal, que a partir do mês de maio precisam estar livres para cumprirem os jogos do Campeonato Brasileiro.(...)

Penso que o Gauchão, assim como os campeonatos de todos os outros estados brasileiros, poderiam ser transformados em uma das séries do Campeonato Brasileiro, quiçá, uma Série E, que classificaria, por exemplo, 4 (quatro) clubes para a Série D do ano seguinte. Jogariam a tal Série E (ex-campeonato estadual) os clubes que não estivessem envolvidos nas demais séries do Campeonato Brasileiro. Isto quer dizer que, nos dias atuais, Internacional, Grêmio (Série A), Brasil de Pelotas, Caxias (Série C), Cerâmica, Juventude e Cruzeiro (Série D), não jogariam o ex-Campeonato Gaúcho, que seria transformado em um grupo da Série E, e poderia ser desenvolvido, por exemplo, de março a novembro. Os meses de janeiro e fevereiro ficariam só para a pré-temporada; o mês de dezembro seria o das férias dos atletas.
Todos os clubes jogariam o ano todo, e com objetivos bem definidos, sem mais invenções.”


Eu gosto do Gauchão, inclusive o maior título do Bagé foi nessa competição, mas não é possível seguir matando o futebol do interior gaúcho em nome da história.
Se Grêmio e Inter não concordarem, que façam um “super gauchão” (como tantos cronistas da capital adorariam, pois pra eles só se pode assistir “futebol de qualidade):
que organizem uma série melhor de 5. Ou quantos jogos acharem conveniente.
Ao final das “pugnas” que se declare o SUPER CAMPEÃO GAÚCHO.
Enfim, na prática isto já ocorre, salvo as duas exceções que todos sabem.

Para os clubes do interior seria a chance de obter um calendário com “ano cheio”, não ficar nove meses ou mais de um ano parado e principalmente ter objetivos que verdadeiramente trarão crescimento ao clube.

Do jeito que está, comemoram perder uma quarta de final pra um time da Dupla. Este é o “título” do ano e o ostracismo até janeiro. Se não mudarem isso o ostracismo será eterno, apenas colocando um time em campo para representar uma empresa e não mais um clube.
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Recebi um e-mail, através do blog, de Tiago Collares que trabalha na assessoria parlamentar do deputado Alexandre Lindenmeyer, que é também ex-presidente do Sport Club Rio Grande.
No e-mail, Tiago está divulgando uma audiência pública para debater o futebol do interior gaúcho, que será realizada dia 24 de agosto. Em virtude desta audiência, resolvi escrever o texto deste tópico.



AUDIÊNCIA PÚBLICA


FUTEBOL GAÚCHO: CONFIRMADA DATA DA AUDIÊNCIA PÚBLICA
Chegou a hora de amarrar as chuteiras e jogar junto por um futebol do interior mais forte no RS. Com a aprovação da proposição do deputado estadual Alexandre Lindenmeyer que visa discutir o “o futuro do futebol do interior gaúcho” pela Comissão de Educação, Desporto, Cultura, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa, o parlamentar definiu, no início desta semana, a data da audiência pública que pretende mobilizar a cena esportiva gaúcha.

“Será uma grande oportunidade para debatermos e buscarmos as melhores alternativas para fortalecer o nosso futebol do interior. Portanto, a participação dos dirigentes e colaboração da imprensa esportiva (principalmente a do interior) é fundamental”, diz o deputado e ex-presidente do SC Rio Grande.

Um dos principais assuntos da audiência será o documento intitulado Jogo Aberto que propõe algumas diretrizes para um debate democrático entre clubes, Sindicatos, Federação Gaúcha de Futebol (FGF), Imprensa e Governo do RS.

O encontro será realizado no dia 24 de agosto, às 17h30min, na Sala João Neves da Fontoura (Plenarinho) da AL

O quê: Audiência Pública “O futebol gaúcho em debate";
Quando: 24/08, às 17h30min;
Onde: Assembleia Legislativa do RS - Sala João Neves da Fontoura (Plenarinho) – Porto Alegre-RS;
Público-Alvo: Dirigentes dos clubes da primeira, segunda e terceira divisão do futebol gaúcho, Sindicatos, Imprensa Esportiva, Torcedores e demais interessados no assunto;
Serão Convidados: Direções e Dirigentes dos clubes, Associação de Cronistas Esportivos Gaúchos (ACEG), Associação de Garantia do Atleta Profissional (AGAP), Sindicato dos Atletas Profissionais (Siapergs), Sindicato dos Treinadores Profissionais do RS (STPERS), Sindicato dos Árbitros de Futebol do RS (Safergs), Sindicato dos Empregados em Clubes e Federações (SECEFERGS), representantes de Torcidas Organizadas e a Federação Gaúcha de Futebol (FGF).


Cruzeiro é da A

Se em anos “normais” a Segundona Gaúcha é deixada em 10º plano, imaginem em ano de Copa do Mundo. Mas no ano da graça de 2010 Ela ainda está em disputa e na sua fase derradeira. Então, vamos ao que realmente interessa no futebol mundial.

Na tarde de hoje, o Cruzeiro atingiu o acesso para 1ª Divisão. Fundado em 1913 (portanto inspirador do Cruzeiro de Belo Horizonte e não o contrário, como muitos desavisados pensam), campeão gaúcho de 1929, o clube estrelado não disputa a 1ª divisão há 32 anos.

O acesso chega com uma rodada de antecedência, e para obter o título (sem dependência do outro jogo) deve empatar a próxima partida, fora de casa, contra o também postulante a uma das vagas, Lajeadense.

Na partida da tarde de ontem, o Cruzeiro venceu o Brasil de Farroupilha, pelo placar de 3 x 2, chegando aos 10 pontos conquistados. Mas a vitória foi dramática. Um primeiro tempo fácil e tranquilo: 3 x 0 para o Cruzeiro. Já na segunda etapa, o pavor: o Brasil marca dois gols, tornando o empate uma ameaça real. Para alegria cruzeirista, manteve-se assim até o final. No outro jogo da rodada, o São Paulo (outro clube que teve o nome copiado no centro do país) empatou em casa com o Lajeadense, comprometendo sua aspiração de conseguir o acesso.

Aliás, esta rodada foi polêmica também fora de campo. A Federação Gaúcha de Futebol determinou que as partidas fossem disputadas no mesmo horário. Como o Cruzeiro não possui iluminação artificial em seu campo, o jogo do São Paulo, que estava marcado para às 20h30min, foi antecipado para a tarde, para revolta da torcida e direção rubro-verde. O São Paulo, pelo caráter decisivo da partida e pelos públicos recentes no Aldo Dapuzzo, contava com casa cheia para empurrar a equipe. Com a mudança, claramente prejudicial para os planos do São Paulo, a direção do clube cogitou até mesmo abrir os portões para a torcida (fato que não sei se ocorreu).

Apesar de jogos no mesmo horário colaborarem para a lisura de qualquer campeonato, esta não era a última rodada, e mesmo com o líder (Cruzeiro) jogando de tarde, independente do resultado da partida Cruzeiro x Brasil, os clubes envolvidos no jogo de Rio Grande teriam que lutar pela vitória, não restando qualquer espaço para combinação de resultado entre os adversários. Além disso, Porto Alegre conta com o estádio do Passo D’Areia, com iluminação artificial e melhores condições para a transmissão da TV (que, com o jogo no horário da tarde, teve que disputar atenção com o jogo da Copa do Mundo). Se fosse para manter a decisão de jogos no mesmo horário, seria mais lógico que o jogo do Cruzeiro fosse colocado de noite, em outro estádio da capital, não prejudicando as torcidas (pelo horário) e nem punindo o clube que possui sistema de iluminação, como de fato acabou ocorrendo.

Mesmo com estes argumentos a FGF manteve a decisão, alimentando a justificada revolta são-paulina e certas teorias conspiratórias. Isto porque, parte da torcida do São Paulo, já desde a 2ª rodada deste quadrangular, acha que é desejo de muitos que o Cruzeiro dispute a 1ª divisão, poupando a dupla Gre-Nal de mais uma viagem ao interior.

De qualquer maneira, a equipe e torcida cruzeirista nada tem a ver com isto e merecidamente obtiveram o acesso e, quem sabe, o título da Segundona 2010.

Para os outros clubes envolvidos, resta o consolo de que todos possuem chances (apesar de apenas o Lajeadense não depender de outro resultado), senão vejamos tabela e próxima rodada:

Classificação atual:
1º Cruzeiro.........10 pontos
2º Lajeadense
...07
3º Brasil..............05
4º São Paulo........05

Última rodada:
Brasil-Fa x São Paulo
Lajeadense x Cruzeiro

A Segundona Gaúcha chega ao fim e mais uma vez não são apenas os apontados como favoritos conseguem o acesso.

Parabéns ao Cruzeiro pela conquista do acesso, dentro da mais inóspita e peleada competição do país.

Fotos: Ricardo Giusti/Jornal Correio do Povo

Pequena farsa gaúcha

Já comentamos aqui no Puro Futebol sobre o estilo gaúcho de jogar futebol. A tal da peleia, rispidez, entre outros. A leitura do texto lincado esclarece a minha (irrelevante) opinião sobre o tema.

Mas hoje divagava sobre as diferenças sobre a Série A do Gauchão e Segundona Gaúcha. Quem(?) acompanha o PF a mais tempo sabe que sempre defendi a Segundona Gaúcha como a melhor competição do continente, só sendo alcançada por algumas competições platinas e pela Libertadores. No caso da Libertadores, a questão é custo-benefício, no sentido de que, para uma competição “glamorosa”, até que é bem disputada. Poderia ser como a insossa final da Copa dos Campeões da Europa. Ainda bem que não é, e agradeçam à famigerada Conmebol, que ainda não se rendeu às pressões dos comentaristas frouxos e fracos da Rede Globo. Acho que eles nem entendem a Língua Portuguesa, na verdade (os da Conmebol, os comentaristas, tenho certeza). Ainda bem.

Sobre a final da Copa européia, um adendo que até me deu vontade de escrever um tópico apenas para isto: em terras brasileiras, é comum mensurar o interesse dos europeus na Final Mundial de Clubes por suas comemorações (quando vencem) ou na reações dos jogadores após a perda do título. Não entro no mérito se valorizam ou não, mas se for pela intensidade de comemoração, os jogadores da Inter de Milão (por que agora todos os narradores resolveram começar a chamar o clube de “o” Inter?) estavam defecando pra taça. Inclusive entre os torcedores, foi uma das comemorações mais fracas que já vi, se tratando de conquistas importantes.

Mas o tema é Campeonato Gaúcho. O futebol do Rio Grande do Sul ainda dorme sobre a fama de raçudo obtida no passado. Não que seus maiores clubes não o sejam. Até são, mas mais por exigência de seus torcedores e do futebol atual, que premia as equipes com melhores condições físicas.

A Séria A caminha firme para se tornar um Campeonato Mineiro, Baiano, e por aí vai. A mídia festeja média alta de gols, por exemplo. Este é outro ponto que não posso entender. O gol tem esta “magia” que os ofensivistas e amantes-de-robinhos adoram, justamente por sua relativa raridade dentro das partidas. Goleadas ocorrem, mas não é a regra. E falando em regra, muito adorador do perde bonito, sempre apóiam movimentos de mudança de regra para prejudicar as defesas e goleiros, porque ter mais gols - supostamente - deixaria o “espetáculo” mais atraente. O problema é achar que futebol é espetáculo. Só o é para esta gente que não torce de verdade pra time nenhum. Por outro lado, implementadas estas mudanças que muitos jornalistas desejam (bola na trave vale 0,25 de gol, escanteio 0,40 de gol e os times não deveriam ter goleiro), o gol iria ter emoção de uma cobrança lateral no meio-campo.

Também na Série A do Gauchão, o TJD (ou o nome que o valha aqui no RS) é mais rígido, em comparação com a Segundona. São mais jogos disputados com a transmissão da TV e há sempre, ao menos, dois plantéis caríssimos que devem ser preservados a custo de muitos cartões e suspensões. Então os jogos entre times do interior e dupla Gre-Nal já se modificaram bastante. O atacante do time interiorano, por exemplo, acha que é mais importante dar um drible desconcertante do que um passe objetivo para seu companheiro melhor colocado só rolar a bola pra rede. Um passe não rende elogio do comentarista, mas uma frescura bem executada, mesmo que resulte na perda de um gol, pode receber interjeições admiradas. O zagueiro passa a ter vergonha de sua essência: o carrinho, o balão e o tapa na cara. Quer driblar, para receber o elogio de que é um jogador técnico. O goleiro, antes elogiado por sua boa colocação (o que simplifica as defesas, mas perde no efeito visual) agora é espalhafatoso até quando defende um traque. Prefere colocar pra escanteio uma bola defensável, desde que a defesa pareça mais miraculosa. O jogador que entra no segundo tempo tem que mostrar uma infinidade de dribles, ainda que improdutivos e que causam prejudicial retenção da bola. É óbvio que o emprego do futebol-força nem sempre rende a vitória. É assim desde os anos 60 no Rio Grande do Sul, mas antes as vitórias da dupla Gre-Nal contra alguns times do Interior eram vendidas de forma cara. Não havia esta festa, o tal “espetáculo”. Hoje perdem por 6 x 1 e o autor do único gol do time da casa festeja sua atuação, o gol marcado (vai pro Youtube) e nada sente sobre a derrota do próprio time. O Interior virou um salão de festas para a dupla Gre-Nal, e mesmo em jogos entre dois times interioranos, só há espaço para os bem-comportados. Outro ponto interessante tem como exemplo o último ou penúltimo Gre-Nal: havia apenas um gaúcho em campo, entre as duas equipes. Parece claro que há um desconto do nosso propagando estilo de jogar futebol quando as equipes são formadas maciçamente por “estrangeiros”. Um fato emblemático se deu numa viagem do Inter para algum país do exterior, nesta Libertadores: tomavam mate apenas os argentinos. Mate não ganha jogo, mas comprova que de gaúcho, os grandes clubes cada vez têm menos, assim como nossa competição principal e inclusive muitos times do Interior.

Por isso a exaltação à Série B é necessária. Algumas vezes pode parecer que é em tom jocoso, mas a realidade é que a Segundona Gaúcha é o que restou do nosso futebol. Sejam pelos seus campos, pela proximidade da arquibancada, por alguns mais exaltados, a Segundona guarda a alma campeira do futebol gaúcho. Que o Tribunal não decida perseguir estes jogadores. Que a TV se mantenha longe das transmissões, se este for o preço a se pagar para ficarmos livres dos julgadores modernos.

Na Segundona Gaúcha, pela ausência da dupla Gre-Nal, as equipes não se respeitam, no melhor dos sentidos. E ainda, não sei exatamente por qual razão, se sentem livres para brigarem por seus clubes. Não é nenhuma apologia à violência, mas é que na maioria das vezes é uma manifestação de inconformidade com os resultados e acontecimentos de campo. Enquanto existir esta inconformidade, o não resignar-se, estará presente o espírito de equipe, de clube. Nada deve ser mais irritante, por exemplo, do que perder uma partida de maneira injusta, com influência da arbitragem, e ver o jogador da tua equipe trocar camisa e sorrisos com o adversário. Há que se ter desportividade, mas aí já é demais. Este risco, ao menos, a Segundona não corre: quase nenhum time tem ternos de jogo suficiente para se dar esse luxo. Antes trocar socos, é gratuito.

Por isto, alguns consomem a farsa do Gauchão. É alimentada pelo passado, mas que não condiz com o atual campeonato, que adora a firula, a média alta de gols, os dribles improdutivos e a “festa” de estádios com uma torcida só.

Longa vida, Segundona. Mas os prognósticos são terríveis.

Abaixo coloco dois vídeos de brigas da Segundona 2010, em dois tradicionais clássicos:
Ba-Gua (Bagé) e Rio-Rita (Rio Grande). Como sempre, “eles” só noticiam os clubes do interior nestas ocasiões e, hipócritas, acham as cenas lamentáveis.





Começou a Segundona Gaúcha

Começou 2010 para os clubes participantes da Segundona 2010 Depois de apreensões, especulações, amistosos e contratações, a partir deste final de semana, 26 equipes entram em campo para honrar suas cidades e lutar pelo acesso na competição mais aguerrida e difícil de todo o planeta.

Como novidade no futebol profissional bugre-pampeano, o Guarany de Camaquã, que apesar de debutante, dizem que montou uma equipe de jogadores com experiência neste certame.

No restante são todos velhos conhecidos ou só trocaram de CPF, caso do Garibaldi, que era Guarani (e ainda é assim chamado por seus torcedores), mas não lembro se a mudança de nome ocorreu este ano.

Abandono: o Flamengo de Alegrete, que participou em 2009, este ano não consta.
Retornaram, depois de algum tempo inativos: Passo Fundo e Gaúcho, de Passo Fundo e Juventus de Santa Rosa.

Favoritos: segundos os fóruns e blogs por aí: Glória, Brasil de Pelotas, Brasil de Farroupilha e Cerâmica.

Clubes participantes (nos links dos times, suas respectivas páginas na wikipédia, já que alguns não possuem página oficial na internet):


Chave 1
EC 14 de Julho - Sant’Ana do Livramento
GE Bagé - Bagé
GE Brasil - Pelotas
GA Farroupilha - Pelotas
Guarany FC - Bagé
Guarany FC - Camaquã
SC Rio Grande - Rio Grande
SC São Paulo - Rio Grande

Chave 2
CA Carazinho - Carazinho
SC Gaúcho - Passo Fundo
Juventus AC - Santa Rosa
EC Milan - Júlio de Castilhos
SER Panambi - Panambi
EC Passo Fundo - Passo Fundo
Riograndense FC - Santa Maria
SER Santo Ângelo - Santo Ângelo
Três Passos AC - Três Passos

Chave 3
CE Aimoré - São Leopoldo
SERC Brasil - Farroupilha
Cerâmica AC - Gravataí
EC Cruzeiro - Porto Alegre
A. Garibaldi - Garibaldi
GE Glória - Vacaria
EC Guarani - Venâncio Aires
CE Lajeadense - Lajeado
GE Sapucaiense - Sapucaia do Sul

Primeira Rodada:
29/01- 20:30 - Juventus 5x1 Passo Fundo

30/01- 16:30 - Farroupilha 2x1 Guarany-Ba
30/01- 16:30 - Aimoré 0x0 Cruzeiro
30/01- 17:00 - Gaúcho 2x0 Atlético
30/01- 18:00 - Brasil-Fa 1x1 Lajeadense

31/01- 16:30 - Guarany-CM 0x0 São Paulo
31/01- 16:30 - Riograndense 1x1 Panambi
31/01- 16:30 - Milan 2x1 Santo Ângelo
31/01- 16:30 - Guarani-VA 5x0 Sapucaiense
31/01- 16:30 - Cerâmica 0x0 Glória

01/02 - 21:30 - Bagé x 14 De Julho

02/02- 20:00 - Rio Grande x Brasil

Onde acompanhar - Jornais

Jornal Minuano (Bagé)

Diário Popular (Pelotas)

Jornal Agora (Rio Grande)

A Platéia (Sant'Ana do Livramento)

Diário de Santa Maria (Santa Maria)

Jornal A Tribuna - (Santo Ângelo)

Jornal VS - (São Leopoldo e Sapucaia do Sul)

Jornal O Farroupilha - (Farroupilha)

Jornal O Informativo - (Lajeado)

Jornal Folha do Mate - (Venâncio Aires)

O Garibaldense - (Garibaldi)

O Nacional - (Passo Fundo)

Jornal Noroeste - (Santa Rosa)

Gazeta de Vacaria (Vacaria)

Blogs e Sites

Impedimento

Gauchão Série B

Entrevero

Da Arquibancada

Futebol na Rede (resultados ao vivo)

Federação Gaúcha de Futebol

Rádios

Rádio Tupanci - (Pelotas)

Rádio Planalto - (Passo Fundo)

Rádio Nativa - (Rio Grande)

Rádio Imembui - (Santa Maria)

Rádio Progresso - (São Leopoldo)

Rádio Cultura AM - (Sant'Ana do Livramento)

Rádio Difusora - (Três Passos)

Rádio Esmeralda - (Vacaria)

Rádio Sepé - (Santo Ângelo)

* Quem puder colaborar com outras rádios que transmitam os jogos da Segundona, favor deixar o endereço nos comentários.

Tabela e Regulamento

Tabela completa
Regulamento 2010 (em PDF)

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Ainda sobre o estilo gaúcho

A discussão é inesgotável. E aproveitando que estamos na Semana Farroupilha, voltamos ao tema: o estilo gaúcho de jogar futebol, ou ainda, se existe um estilo gaúcho.

Na quarta-feira desta semana, David Coimbra escreveu na Zero Hora a respeito de Oswaldo Rolla (Foguinho), que segundo Coimbra, foi “ quem instituiu o chamado futebol-força no Estado”.

Na sexta-feira, Luís Felipe dos Santos, do Impedimento, fez uma réplica ao texto publicado na Zero Hora. Para Luís Felipe, a pegada gaúcha foi ensinada por Vicente Feola: “Vicente Feola estava aí, nos ensinando como ter “pegada” e “garra” desde 1958. Demoramos quase vinte anos para aprender.”.

Recomendo que leiam os dois textos acima, porque são textos muito bons, mas também para que não fiquem fora de contexto, as frases retiradas dos dois artigos, utilizadas no trecho anterior.

Como dar pitaco é grátis, vamos lá.

No início dos anos 2000, o escritor gaúcho Luis Fernando Verissimo já perguntava, também através da Zero Hora, meio que duvidando, de onde viria esta “receita” que tornaria o estilo gaúcho algo tangível. Uma idiossincrasia regional ou mito? Veríssimo sutilmente ironizava, perguntando se esse traço se dava através do hábito do chimarrão, já que naquela época, assim como hoje, a maioria dos jogadores da dupla Gre-Nal era nascida em outras querências.

Neste tipo de discussão surgem alguns vícios de origem, como diria algum bacharel recém-formado.

O primeiro é que, da mesma forma quando algum gaúcho aborda o separatismo, de maneira infundada ou não, ocorre que para o interlocutor, soa como uma espécie de acusação: se “eles” pregam secessão, logo, nos consideram inferiores. Mas o contrário poderia ser real também, dependendo do ponto de vista. Entretanto, normalmente soa como soberba mesmo, e daí os vários desdobramentos.

O segundo diz respeito a uma figura de humor, mas de traço ideológico, que é considerada um sinal de inteligência, que é a auto-depreciação. Que de maneira quase inversa, torna qualquer tipo de ‘’defesa’’ de uma identidade, seja qual for (e mesmo no futebol), um bairrismo simplório, fora acusações mais sérias, que remetem, também, à ideologias. Se não te deprecias, bom sujeito não és...(ainda mais sendo gaúcho).

O terceiro, e não menos importante, refere-se ao ‘’pai da criança’’. Para quem considera o futebol-força uma “brucutulidade” hedionda, então os inventores desta aberração residem bem longe da casa dele.
Já para os que pensam que o futebol-força, de resultado, etc, seja a essência do futebol, então estes dirão: - surgiu, na verdade, no pátio da casa do meu avô, num gol a gol em 1922.

A discussão é infindável também por isto: carência de boas fontes, total ausência de vídeos e, hoje em dia, nem testemunhas oculares temos daquele princípio de futebol.
Como podemos saber, se um repórter do Correio do Povo, de Porto Alegre, ao reportar uma partida como “normal”, na verdade não presenciou um jogo de alta rispidez? Para ele, normal, mas para nós, com a visão de hoje, poderia ser extremamente futebol-força, ou futebol-arte, ou nem futebol.

A respeito dos vídeos, muito poderiam elucidar. Mas normalmente servem para confundir, pois são poucos, mas utilizados como prova cabal (até por sua raridade). Eu não acredito, ao menos até agora, que um Brasil x Suécia, em 1958, fosse mais ríspido do que qualquer jogo do Gauchão no mesmo ano, por exemplo. E nem falo de esquema tático. Mas não imagino um jogo de tal pompa, tendo as mesmas características de um jogo de Gauchão, mesmo em 1958. É algo como imaginar um Brasil x França nos dias atuais, disputado da mesma maneira que um Bra-Pel ou Ba-Gua. Inimaginável. Por que na metade do século passado seria diferente? Na falta de prova mais substancial, fico com a comparação atual, mesmo sabendo que os jogadores hoje em dia, estão muito mais vigiados em termos disciplinares, fator que reduz a força empregada, inclusive nas jogadas consideradas “limpas”.

Sobre o Foguinho ter iniciado o ‘’futebol de resultados” por aqui, também tenho minhas dúvidas, como todos que não presenciaram os acontecimentos naquela época deveriam ter.
Foguinho, como jogador, enfrentou equipes do Interior do RS que faziam frente a Grêmio e Inter (Foguinho nasceu em 1909). Enfrentou times da fronteira, que eram considerados bons tecnicamente (segundo relatos, óbvio), mas que já eram chamados de “times aplicados”. O futebol começou no RS trazido por ingleses em Rio Grande, e na fronteira quem nos apresentou à pelota foram uruguaios e argentinos (Santana do Livramento, Uruguaiana e Bagé), e muitos deles tornaram-se jogadores dos times daqui. Essa influência é inegável. O que pode-se discutir é que tipo de legado deixaram: “arte” ou “força”, ou o nome que quiserem dar.

Fato é que, Inter e Grêmio tiveram como primeiros adversários, fora de Porto Alegre, estes times do interior gaúcho.
E é fato também que, geograficamente e em termos de números absolutos de torcedores e população, Grêmio e Inter não deveriam ter conquistado tantos títulos fora do Estado como conquistaram, isto baseando-se na observação de outras cidades relativamente semelhantes a Porto Alegre nestes quesitos, dentro do Brasil.

A resposta à pergunta de Luis Fernando Verissimo não está no chimarrão, ou no número de gaúchos que hoje compõe os times da dupla Gre-Nal, e sim com quem estes clubes aprenderam a jogar bola. Ou seja, no pátio de nossos avós, invariavelmente embarrados.

E afirmar que o futebol gaúcho, em geral, prima pela força ou “raça” não exatamente quer dizer que os outros não possuem estas características, ou que não há técnica por aqui.

Como disse Luís Felipe na bela postagem que publicou no Impedimento, não é preciso nascer em alguma cidade interiorana do Rio Grande do Sul para se ter ‘’raça’’ e virilidade num campo de futebol. Mas que ter nascido por estes pagos ajuda na hora de encarar um Ba-Gua de bota, espora e bombacha, isto é inegável:



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Foto: Jornal Minuano (Bagé-RS), sobre o polêmico e último ''Ba-Gua de botas, esporas e bombachas'', realizado em 1988 na Pedra Moura, com jogadores amadores, e árbitro "de a cavalo".

Havemos Papa na Segundona


Pelotas e Porto Alegre estão na Primeira divisão. O PF saúda as enormes torcidas dos dois clubes.
Mas sempre direi: a Segundona é o melhor do futebol gaúcho.
A primeira divisão é desejada, óbvio, mas é um dos piores campeonatos do país. Não vale nada para o interior, a não ser o orgulho de ver o rival na segundona. Mas quem vence a Segundona, merece os parabéns.
No final de semana, Pelotas e Porto Alegre decidirão o campeão (estão empatados em pontos). Mas os dois já estão na Primeira. Parabéns e sorte.
Como curiosidade, em Pelotas aconteceu duas vezes, recentemente: o Pelotas subiu exatamente no ano em que o Brasil caiu, assim como no ano em que o Pelotas caiu...o Pelotas sobe e o Brasil enfrenta a Segundona.





Imagens do vídeo retiradas destes sites:
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blog do Flamengo de Alegrete
http://futebesteirol.blogspot.com/ (o melhor blog de imagens e textos sobre a segundona Gaúcha, lejos)
http://imagensnarrativas.wordpress.com/
http://www.novohamburgo.org/
http://blogdorui.wordpress.com/
http://gafarroupilha.blogspot.com/
http://esportche.com.br/
http://www.esporteaqui.com.br/
http://w3.ufsm.br/
http://impedimento.wordpress.com/
http://www.sportclubriogrande.com.br/
http://www.diariopopular.com.br/
http://radiogaucha.clicrbs.com.br/
http://www.finalsports.com.br/
http://imagensfatos.blogspot.com/
http://www.gebage.blogspot.com/

Música: Miguel Figueroa - Abrazando mi pais (puro chamamé)

Não foi este ano, Brasil

Se o Brasil subisse para a Série B, não faria uma postagem "normal". Tinha pensado em apenas colocar uma foto do jogo de hoje e, obviamente, um título.
Como perdeu, resolvi escrever. Também esta não é uma daquelas postagens do tipo "força, Xavante!".
Mas resolvi postar na noite de domingo por alguns fatores.
O principal deles é que nestas derrotas doloridas é que se forjam torcedores verdadeiros. Obviamente, é muito melhor vencer. O futebol é também, e muitas vezes, principalmente isto: vencer.
O segundo motivo, é que para futebol do interior gaúcho, seria muito bom que Caxias e Brasil conquistassem a vaga na "B" nacional, ou ao menos um deles. Além do galardão da vitória, mostraria que é possível, no interior do RS, fazer futebol o ano inteiro, com torcida fidelizada, sem depender do Gauchão, e com ótimas receitas.

Não deu para nenhum dos dois.

Estava em Pelotas neste final de semana, e no
Laranjal vi uma galera com camisas do Brasil e bandeiras do Brasil de Pelotas, preparada para escutar o jogo. Algumas camisas do Pelotas (que vive ótima fase na Segundona Gaúcha), mas muitas (a maioria, em empate técnico com as do Brasil) camisas de Grêmio e Inter (adultos, adolescentes e crianças). Não eram estudantes de fora da cidade. São resultantes do "massacre" midiático. Há que se reconhecer a doença, para tratá-la.

Na volta para a "cidade", passei por um posto de gasolina e vi dezenas de xavantes sofrendo, juntos, e já ia 2 x 1 para o América. Ainda há futebol no interior gaúcho e não só em Pelotas, mas Pelotas é emblemática.

Escrevo para pouca gente, mas entre os leitores do blog, tem dois xavantes. Um eu conheço pessoalmente, outro é um que conheço pela internet. O segundo deles, está viajando de volta para Pelotas, viagem longa, e com essa derrota dolorida (eu já viajei assim, em outras circunstâncias, mas sei como demora esta viagem).

Obviamente, a parte áureo-cerúlea da cidade ficou contente, e com razão, pois rivalidade é isto. Jorginho e Alex, dois apaixonados áureo-cerúleos e meus grandes amigos também, devem estar contentes. Futebol é assim, e isso nos mantém....Bra-Pel, Ba-Gua, Rio-Rita, Ca-Ju.... Mas estão de olho na "A" do Gauchão, os lobos.

Mas que a subida do Brasil pra "B" do Brasileirão, justamente no ano em que caiu pra "B" do Gauchão, iria corroborar ''minha tese''...isto é fato.

Faltou o gol no Bento Freitas. Mas também faltou segurar o empate em Minas. Coisas do futebol.
E no futebol, sempre tem o ano que vem.

Não me iludo. Quarta-feira tem Brasil x Bagé pela Copa FGF. Provavelmente o Brasil entre com reservas, a torcida estará fazendo pouco ou nenhum caso, mas seguirá a história. Ao primeiro pontapé ou cotovelaço, estarão xingando o Bagé de "varzeano" e de "bagequino", assim como são nossos jogos contra o Pelotas.
Mas tenho certeza que hoje, através de Brasil e Caxias, o futebol do interior gaúcho perdeu junto.
Aos do Brasil que viajaram até Minas Gerais, meu respeito.
Aos que continuerem apoiando e peleando nesta luta desigual (grenás e rubro-negros), minha admiração.
2010 é logo ali,
diria Vanucci

Força, interior!

Fim do primeiro turno


E chegamos ao final do primeiro turno do quadrangular final da Segundona 2009. Ontem à tarde, no estádio dos Eucaliptos, o Riograndense sofreu uma goleada para o time do Porto Alegre: 1 x 4. Na terça-feira, o Pelotas, que jogou de tarde na Boca do Lobo, havia feito 3 x 0 no Cerâmica.

Com os resultados, o primeiro turno termina nestas condições:

1º - Pelotas : 6 pontos
2º - Porto Alegre : 4 pontos (saldo +2)
3º - Cerâmica : 4 pontos (saldo +1)
4º - Riograndense : 3 pontos

O Porto Alegre tem o melhor ataque (8 gols marcados), o Pelotas a melhor defesa (2 gols sofridos). Pior ataque e pior defesa pertencem ao Riograndense (3 gols marcados e 7 sofridos. Neste quesito empata com o Cerâmica, que também sofreu 7 gols).

Restam agora 9 pontos a serem disputados. Vamos ver como será a disposição de jogos:
Pelotas: dois jogos fora e um em casa.
Porto Alegre: dois jogos em casa e um fora.
Cerâmica: dois jogos em casa e um fora.
Riograndense: dois fora e um em casa.

Nesta relação, teoricamente, Cerâmica e Porto Alegre podem ter maior vantagem, e ambos jogam contra o líder Pelotas em casa. Mas a Segundona tem mostrado resultados surpreendentes, até no que diz respeito a placares elásticos. Ontem, por exemplo, o Riograndense, de boa campanha, sofreu a segunda (nas fases final e semifinal) goleada em seus domínios por 1 x 4. Na fase anterior, outro exemplo: numa rodada o Pelotas perdeu em casa para o Riograndense por 1 x 2, para na rodada seguinte fazer um 1 x 4 em Santa Maria. Bebeto Rosa tem a fama de também ser um motivador, resta saber se será suficiente para reverter a situação contra o mesmo Porto Alegre só que agora fora de casa. Já o Cerâmica pega o Pelotas, em Gravataí, e também precisará quase que obrigatoriamente da vitória. Lembrando que, se pegarmos como exemplo a fase anterior, que foi disputada neste sistema, nem os 9 pontos conquistados pelo Panambi , foram suficientes para obter a classificação. Mas por enquanto, por óbvias razões, o Pelotas é quem está mais perto de uma das vagas. Restam 3 partidas apenas e tudo recomeça neste final de semana.


O público que está acompanhando a fase final da Segundona nos estádios tem sido muito bom, principalmente nos casos de Pelotas e Riograndense. E isto já ocorria com outros times, nas outras fases, provando que a Segundona é o campeonato com mais apelo (comparado ao insosso e mais curto que estribo de petiço, Gauchão). Além disso, o nível técnico desta fase final tem sido bom, com a TV Com transmitindo bons jogos de futebol, sem prejuízo da tradicional pegada e de alguns lances mais pitorescos (para não deixar acabar a mística). Mas já passou da hora de olharmos a Segundona como um bom campeonato de futebol (seguramente o melhor do RS, no mínimo), não só pelo que há de curioso, mas também pelas paixões, que apesar de tudo, ainda mobilizam o futebol do interior do Estado.

Fotos:
Riograndense x Porto Alegre, nos Eucaliptos. Retirada do site oficial do Riograndense.
Pelotas x Cerâmica, foto de Gabriel Ribeiro, retirada do site oficial do Pelotas.

Uniformes dos times gaúchos

Uma postagem do blog argentino La Redó, intitulada Colores del mundo, uníos (?), gerou a curiosidade de fazer o mesmo levantamento por aqui. A postagem citada trata sobre as cores dos uniformes dos clubes das principais ligas do mundo, quais as cores e disposições que mais se repetem em cada um desses campeonatos. Com isto, fiz o levantamento dos uniformes dos times gaúchos, da 1ª e 2ª divisão de 2009 no Estado.
Começando pela 1ª divisão:


Da esquerda para a direita:
- Avenida
- Brasil-Pel
- Caxias
- Esportivo
- Grêmio
- Inter-SM
- Internacional
- Juventude
- Novo Hamburgo
- Santa Cruz
- São Jose - PoA
- São Luiz
- Sapucaiense
- Ulbra
- Veranópolis
- Ypiranga

Como (acho que) podem ver na imagem acima (editado: clicando na imagem dá para visualisar em tamanho maior), as cores mais presentes nos uniformes do Gauchão são o vermelho e o azul, com quatro clubes que as têm como cor predominante para cada lado. Como cor coadjuvante preto ou branco aparecem quatro vezes. No quesito listras, que estão em sete uniformes, a predominância são das verticais, tendo um único uniforme listras horizontais (e assim mesmo só na altura do peito), o do Veranópolis, que também se destaca por ser “pentacolor”.

Segundona Gaúcha:

Da esquerda para direita:
- 14 de Julho
- Atlético de Carazinho
- Aimoré
- Bagé
- Brasil-FA
- Cerâmica
- Cruzeiro-PA
- Farroupilha
- Flamengo de Alegrete
- Glória
- Guarany
- Lajeadense
- Milan
- Porto Alegre
- Pananbi
- Pelotas
- Rio Grande
- Riograndense-SM
- Rio Pardo
- Santo Ângelo
- São Gabriel
- São Paulo
- Três Passos

O verde é a cor predominante em 6 uniformes (aqui considera-se como predominante mesmo quando divide as listras com outra cor), junto com o vermelho (também em 6 camisas), e entre as combinações a mais comum é o rubro-verde, junto com os rubro-negros, 4 para cada lado. O amarelo predomina em outras três camisetas e o azul em quatro. Nas listras, goleada para as verticais, que aparecem 11 vezes, mas diferentemente da Primeira Divisão, aqui as horizontais têm vez e estão nas camisas de 4 clubes.

Resumindo, ao final desse pequeno levantamento, não se chega a quase nenhuma conclusão interessante, a não ser que quando fui fazer a imagem com os times da Segundona, a primeira e mais importante dúvida que apareceu foi: já não estaria na hora de voltar a Série C?

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Para confirmar a distribuição das cores nos uniformes utilizei a Wikipédia, mas em alguns casos a descrição do primeiro uniforme não batia com os que vemos nos campos usualmente. Um dos exemplos é o São José de Porto Alegre, que na maioria das vezes vejo de azul escuro, mas na Wikipédia constra como primeiro uniforme o todo branco, nestes casos fui confirmar a informação com imagens do Google. Mesmo caso do São Luiz, que tem como primeiro uniforme a camisa branca, e eu achava que era a vermelha. Neste eu utilizei a informação da "enciclopédia" por não ter chegado a uma conclusão através das imagens.
Os contornos dos uniformes retirei de uma imagem do blog
Café Fútbol.

Segundona Gaúcha: rodada decisiva

Se na Chave 8 a última rodada será por laranjas e bergamotas, já que Porto Alegre e Cerâmica estão classificados antecipadamente para o quadrangular final com 10 pontos, contra seis do Glória e 1 do TAC, na chave 7 tudo é incerteza.
Na penúltima rodada deste quadrangular semifinal ocorrida nesta fria noite de julho (ao final da partida em Farroupilha, os termômetros apontavam -2º graus), o Pelotas foi a Farroupilha e perdeu por 1 x 0 para o Brasil, gol de Gavião. No outro jogo o surpreendente Panambi deixou escapar a classificação antecipada ao empatar com o Riograndense em casa. Agora decide fora, necessitando ao menos de um empate na Boca do Lobo, contra um sedento Pelotas, que depende de uma vitória simples para se classificar para o quadrangular final, porque empataria em pontos contra o próprio Panambi, mas levaria vantagem no primeiro critério de desempate: número de vitórias. E o Riograndense também dependerá apenas de uma vitória simples contra o já desclassificado Brasil de Farroupilha, jogando em Santa Maria, nos Eucaliptos.
Ou seja, rodada de muito nervosismo para os 3 clubes envolvidos, onde as arbitragens terão muito trabalho.
Pelotas e Riograndense com a faca e a costela gorda na mão, mas não dá pra esquecer que a Segundona Gaúcha tem apresentado resultados surpreendentes, e que o Pananbi é um visitante que chega e se espalha (obteve a classificação para esta fase na última rodada, de visitante, contra o Aimoré, e empatou com Riograndense e goleou o Brasil-FA fora de casa nestas semifinais). A ver.
A rodada decisiva desta chave será realizada na próxima segunda-feira*, às 15 horas.


Classificação Chave 7:
1º - Panambi : 9 pontos (2 vitórias, saldo 4)
2º - Riograndense : 8 pontos (2 vitórias, saldo -1)
3º - Pelotas : 6 pontos (2 vitórias, saldo 1)
4º - Brasil-FA : 4 pontos (eliminado)

Última rodada:
Pelotas x Panambi
Riograndense x Brasil-Fa


* Isto porque o Brasil de Pelotas joga no domingo, em Pelotas, pela Série C do Brasileiro.

Foto: de arquivo, do blog
Futebol Pelotense.

Triste aniversário

Lá em Santana do Livramento, até há alguns anos atrás, existia um tradicional clube do interior do RS, e que contra o 14 de Julho, faziam o também tradicional clássico Gre-Qua. Mês passado, mais precisamente no dia 11 de junho, o Grêmio Santanense completou 96 anos de fundação. Mas um “cumple” meio estranho, para não dizer que não completou 96 anos. Sem festas, sem mobilização, e principalmente sem futebol, o que é muito para um clube nascido com o nome de Grêmio Foot-Ball Santanense.

Como maior feito de sua história, o Grêmio Santanense tem o título de Campeão Gaúcho de 1937 (equipe campeã na foto abaixo).

Mas acho feito ainda maior, um detalhe do uniforme do Santanense, mas que graças a muitos de seus jogadores e diretores, conseguiram através de campanhas dignas, fixar esta marca inconfundível: apesar de ter “Grêmio” no nome, e possuir as cores alvi-rubras (o que no RS poderia mais confundir ao “grande público” do que qualquer outra coisa), o clube possuia forte identidade, e bastava olhar aquele time de camisa vermelha, mas com mangas brancas entrar em campo, que ninguém tinha dúvida: era o Grêmio Santanense, e com esse detalhe se diferenciava de todos os tantos times alvi-rubros do Estado.

Os anos passaram para o Grêmio Santanense, assim como passaram-se os anos para a maioria dos clubes do interior do RS, especialmente os da metade sul do RS: ficou a tradição, foram-se os grandes times e o pior, vão-se os torcedores também. O massacre via sucursais da RBS TV pelo interior, como já foi comentado antes aqui no PF,é um dos maiores responsáveis, junto com o bom marketing de Inter e Grêmio nas cidades do interior. Não sei de números, mas aposto alguns reais que tanto Grêmio como Inter, separadamente, possuem mais sócios em Livramento, do que Grêmio Santanense e 14 de Julho somados, nas suas melhores épocas. E isto ocorre por todo o interior. Ainda não decifrei o que passa na cabeça de uma pessoa, para gastar tempo e dinheiro com um time de fora da cidade, que além disso é muito bem financiado por seus milhões de torcedores, enquanto os times de sua terra não recebem nada, vão à falência e acabam fechando suas portas em muitos casos. Isto só tem um nome: traição, deixar vendido, ser um “noveleiro do futebol”, que só acompanha a fantasia da TV, enquanto a realidade bate à porta, ali na arquibancada ao lado, clamando por torcedores, mas permanece vazia.

Na foto abaixo vemos ao fundo a torcida comparecendo em um Gre-Qua. Eram assim os campos do interior gaúcho. Hoje em dia, nem clássico tem mais. Crime hediondo contra o futebol.


O Grêmio Santanense, depois de algumas boas campanhas nos anos 90 na primeira divisão gaúcha, caiu para a Segundona em 1997, permanencedo por ali até o ano de 2003, quando desistiu da Série B e se licenciou, estando fechado até hoje.

Como não moro em Santana do Livramento, e nem tenho informações de lá, não tenho como saber os exatos motivos que levaram ao fechamento do Grêmio Santanense, mas mesmo não tendo conhecimento disso, dá para perceber que a manutenção desta situação é inacreditável. Não existirá um grupo de torcedores do Grêmio santanense disposto a encarar esta briga? Montar um time ao menos de juniores para ir aos poucos formando uma base seria uma solução viável financeiramente. Ir negociar com a prefeitura o combustível das viagens (a gente sabe como são onerosas as viagens para os clubes do interior) e batalhar algumas empresas que se comprometam com o clube. É muito fácil para estas empresas irem pro interior, de lá retirar seu justo lucro, mas não se comprometer em nada com as coisas da cidade. E na hora de patrocinar o esporte local, nada, é tudo para os mesmos de sempre.

Um triste aniversário este do Grêmio Santanense. Mais um ano fechado, chegando próximo o seu centenário. Em Livramento, o 14 de Julho ainda luta, na raça, para se manter em atividade, pois sofre de todas estas dificuldades também. Torço para que se mantenha sempre em atividade, e que um dia possa enfrentar o velho rival, num Gre-Qua em que a cidade pare, dentro de um dos estádios, e não na frente de uma TV.



Para finalizar, deixo um texto que encontrei na pesquisa para esta postagem, de alguém com muito mais propriedade, porque além de ser jornalista e escritor, é filho da terra, ainda que ardoroso torcedor do colorado da Capital: (publicado no

jornal A Platéia)

"
Emoção e Saudade *
Há poucos dias, conversando com um conterrâneo residente em Porto Alegre, perguntei-lhe se poderia ajudar na localização de fotos de época do time do Grêmio Santanense. Ele prometeu ajudar, sem muito entusiasmo.Meu interesse em relação a tarefa que me impus segue inalterado, embora os resultados tenham sido modestos. A razão do meu interesse não é a do colecionar de revistas antigas nem a do filatelista obsessivo na localização de selos. Ou do historiador acadêmico que se abraça com os livros para aumentar os títulos de sua obra e obter mais prestígio junto ao seus pares.Meu interesse na localização das fotos de época do Grêmio Santanense tem a vibração energizante do sentimento amoroso..É compreensível. Mesmo que eu me entregasse ao exercício masoquista de ocultação do passado, para me jogar por inteiro na caudal do presente, parte da minha adolescência vivida no espaço mágico da Vila Honório Nunes continuaria preservada. Não sou louco para matar a lembrança do guri espigado que sempre dava um jeito para se misturar com os freqüentadores mais ilustres do pavilhão de madeira do estádio e aplaudir as jogadas dos meus ídolos. Não sou idiota para jogar fora a foto em que apareço no meio de outros adolescentes que dividiam comigo o gramado de Honório Nunes, vestindo as camisas das divisões de base. Eu ficaria com o sentimento dilacerado por imenso prejuízo. Mas, voltando a obsessão pelas fotos de época do Grêmio Santanense. No fundo, o que desejo, se Deus me der forças para tanto, é escrever um livro, fartamente ilustrado, com a bela história do Grêmio Santanense, campeão estadual de 1937. Este, aliás, seria um capítulo escrito com especial esmero. Eu tentaria informar, na medida do possível, quem foram aqueles heróis do título, comandados por Ricardo Diez, mais tarde técnico do famoso Rolo Compressor, do Internacional, nos anos 40. As novas gerações de santanenses e amantes do futebol tem obrigação de ter estes nomes na ponta da língua: Brandão;Alfeu e Seringa;Gabriel, Mascarenhas e Pepe Garcia (Pasqualito); Sorro , Bido , Hortêncio Souza e Tom Mix. Até que o livro saia, ou não, dependendo das colaborações indispensáveis para a sua realização, lamento profundamente que o Grêmio Santanense viva na mais triste e desanimadora inatividade. O que terá acontecido com o Luiz Paulo Dutra, tão guerreiro, tão abnegado combatente do principal grupo de dirigentes do Grêmio Santanense de todos os tempos? O que aconteceu com outros torcedores do clube, que se conformam em ver por anos e anos o estádio fechado, sem que haja no seu interior nem mesmo a atividade risonha dos meninos das categorias de base? Tenho certeza de que na minha próxima viagem a Sant´Ana do Livramento a situação já será diferente. Se todos os torcedores mais velhos do Grêmio Santanense já se entregaram à corrosão do tempo, se já não vêem nenhum encanto no engajamento das atividades cotidianas, se já desistiram de ver o time entrando em campo com suas camisas vermelhas, que ao menos contem para seus filhos o que sabem a respeito da grande história do clube.Os jovens torcedores do Grêmio Santanense não vão me decepcionar. A eles cabe a tarefa urgente de erguer bem alto o pavilhão vermelho. O Grêmio Santanense não pode integrar o elenco de instituições que existiram e desapareceram na paisagem da cidade. O general José Antonio Flores da Cunha, que convenceu o Alfeu a atuar no Grêmio Santanense em 1937, está acenando lá de cima para dizer que concorda comigo. Ele gostaria de assinar seu nome nesta crônica calcada na emoção e na saudade
.”
* Kenny Braga
Fotos: do site Filhos de Santana, via blog Relíquias do Futebol.

Nossos queridos potreiros

Uma discussão que envolve os estádios gaúchos é a dimensão do gramado de cada estádio. Os torcedores discutem, puxam metros pra cá, metros pra lá, e assim vai.


Colaborou para esta curiosidade uma afirmação recorrente, emitida pelos ilibados comentaristas da RBS TV, que muitas vezes falam que o campo de tal time "é pequeno", o que dificulta, segundo eles, a prática do bom futebol quando Inter ou Grêmio jogam no interior. Aqui eu sempre tive esta dúvida: será que eles não confundem alambrado perto do campo, com a real dimensão do gramado?


Numa conversa com um amigo comentei sobre isto, e alguns dias depois ele retornou, através de e-mail, as medidas de vários gramados de alguns estádios do Rio Grande do Sul. O levantamento não tem rigor científico (apesar de ele ter tentado o máximo de exatidão, e também o fato de algumas marcações serem fracas), mas já é alguma coisa frente à desinformação gerada por discussões entre torcedores, medidas divulgadas por sites oficiais, wikipédias, etc. Quanto à precisão do Google Earth, cabe salientar que qualquer erro é reduzido em relação aos demais gramados, já que todas as medidas foram geradas pela mesma fonte.


E aí? Será que a dupla Gre-Nal realmente sofre com os tais "campos pequenos"? Será que o campo do XV de Novembro tem, além do ótimo gramado, medidas de uma quadra de futsal?


Lembrando que pela regra, o campo de futebol deve ter de largura entre 45 e 90 metros, e entre 90 e 120 metros de comprimento (em jogos internacionais estas medidas sobem para entre 64 e 75 metros de largura e entre 100 e 110 metros de comprimento).


Abaixo, alguns campos do Rio Grande do Sul[1][2].


[1]Qualquer correção, usem os comentários. Reclamações quanto às medidas, falar com Luciano Avancini, responsável por este erro contra o SEU time.
[2]Aqui as imagens foram reduzidas para melhor navegação.
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Alfredo Jaconi


Antônio D. Farina





Beira-Rio




Bento Freitas




Estádio 19 de outubro



Estádio Alcides Santa Rosa



Estádio Aldo Dapuzzo


Estádio Boca do Lobo



Estádio Centenário




Estádio das Castanheiras




Edmundo Feix




Estrela D'alva






Florestal




Nicolau Fico




João Martins




Luiz de Medeiros




Passo D'areia




Santa Rosa




Zona Sul




Montanha dos Vinhedos




Olímpico



Pedra Moura




Sady Schmidt




Ulbra

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