Futebolisticamente falando, a seleção de Luxemburgo é uma das tantas seleções nanicas do continente europeu, com raras vitórias nas competições européias (entre estas, encontra-se apenas uma honrosa exceção, na Eurocopa de 1964). Além deste retrospecto nada alentador, a seleção de Luxemburgo conta com um time misto de profissionais e amadores. Segundo uma das matérias que li para escrever esta postagem, na atual seleção jogam apenas dois profissionais (a verificar).
Mas o futebol tem muito destas coisas, jamais deve-se diminuir o orgulho que torcedores têm por clubes de pouca expressão, ou a entrega total de jogadores de times de pequeno porte, ainda mais quando o orgulho nacional está em jogo, como no caso de seleções nacionais (menos no Brasil, aqui isto é considerado ''patriotada'').
E exatamente com este orgulho, que um jogador luxemburguês chamado Fons Leweck, deu uma bela declaração, após ter feito o gol da vitória histórica de sua seleção sobre a Suiça, na casa dos adversários.
"Quando houve o apito final, tive uma sensação extraordinária, o fato de termos vencido. Sabíamos que tínhamos criado uma grande sensação, e estávamos nas nuvens. Quando terminou, a primeira coisa que pensei foi na minha família, que certamente estaria comemorando muito em casa. Como luxemburguês, estou muito orgulhoso em poder somar algo tão grande à minha pequena e insignificante carreira no futebol, sabendo que ninguém poderá tirar esse momento de mim, por nada. Vencer fora de casa, diante de uma grande torcida deve ter sido a melhor experiência que já tive."
Palavras ditas por Fons Leweck, depois da histórica vitória de Luxemburgo sobre a Suíça, fora de casa, pelas Eliminatórias da Copa (2-1). Leweck é atacante da seleção de Luxemburgo e do FC Etzella Ettelbruck. Foi ele o autor do gol desta vitória de Luxemburgo, com um gol aos 40 do segundo tempo. Um ano antes, ele também fez o gol da vitória sobre a Bielorrússia, nas Eliminatórias da EURO, com um gol aos 50 do 2° tempo, outra data histórica.
(texto disponível no site da Fifa, em espanhol).
Lá no site da Fifa, este fato é mencionado na matéria "Pequenos Heróis do Futebol", sobre eventos marcantes no ano de 2008 (o jogo foi em setembro).
Um belo feito, sem dúvidas.
Aproveito o post para desejar um Feliz Natal para todos(?) os leitores do blog, mesmo os ocasionais via Google, mas principalmente aqueles poucos, mas fiéis e persistentes leitores, que mesmo com a baixíssima freqüência de postagens neste 2008, sempre deram uma passada por aqui.
Que em 2009, ainda que só tenhamos a nosso favor um time ruim, que seja combativo e raçudo, e que algumas vezes possamos ter momentos como o que Luxemburgo viveu, no vídeo abaixo:
____________________________________________
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Luxemburgo
http://es.fifa.com/worldfootball/news/newsid=986056.html#pequenos+heroes+futbol
e as demais citadas no texto.
A informação da escolha dos "Pequenos Hérois do Futebol" da Fifa, veio através de postagem de Gabriel Andrezo, da comunidade Futebol Alternativo, do Orkut.
O canal Sportv, apesar de não estar transmitindo o Campeonato Argentino, amanhã passará ao vivo o Superclássico.
Na Itália tem o clássico entre Lazio e Roma, às 15:30, será transmitido pela RAI e TV Esporte Interativo.
Rodada sensacional a de hoje pela Champions League.O Bayern jogando em casa contra o Real Madrid, abriu o placar logo aos 11 segundos, após roubada de bola. Parecia que seria goleada, mas não aconteceu. Lúcio ampliou no segundo tempo, de cabeça, mas ainda assim não veio a tranqüilidade, porque o Real Madrid descontou de pênalti aos 40 do segundo. A partir daí esqueçam esquemas táticos, foi chute pra longe do Bayern e no Real até o goleiro Casillas subiu num escanteio para tentar o cabeceio. Mas ficou no 2 x 1 pros alemães, que por marcarem mais gols fora de casa na primeira partida (3 x 2 pro Real Madrid), levaram a vaga para as quartas.
Já o brioso Celtic (simpatizo muito com este clube, arrisco a dizer que é "meu time" na Europa), segurou o 0 x 0, e levou a decisão para a prorrogação contra o Milan, na Itália.
Só que logo aos 3 da prorrogação, Kaká aproveitou contra-ataque (sim, o Celtic cedeu um contra-ataque, e foi fatal) e tocou na saída do goleiro, rasteira. Terminou ali, seguiu o Milan.
Desta rodada, além dos classificados, ficou o saldo de dois jogadores com o nariz quebrado. O primeiro, o jogador Chivu (ao lado), do Roma, após cotovelaço do atacante Fred, do Lyon (Fred nega a intenção, ainda mais que além das meias, estava de chuteiras). O segundo foi Burdisso, da Inter de Milão, após entrevero com Navarro, do Valência. Aliás, sobre este jogo, vimos cenas incomuns para uma UEFA CL. Briga no final, correria e tentativa de invasão de vestiário. Fora um "carrinho" sensacional que acabou não atingindo o alvo. No interior chamamos de "em seco", quando estes golpes não acertam. Coisa pouca, mas como foi nos gramados europeus, a repercussão é imensa.Abaixo o vídeo do final do jogo. Os brutos também amam...neste caso a frase tem o sentido inverso, ou quase isto.
Dois detalhes do vídeo:
1. O Valência tem um ótimo fundista mal aproveitado (o que escapou do "carrinho").
2. A felicidade do garoto oriental, logo no começo do vídeo, ao visulumbrar o embate.
Foto 1: Terra Esportes
O jogo era o clássico siciliano entre Catania e Palermo. Segundo o jornal Gazzetta dello Sport, os 490 torcedores do Palermo viajaram escoltados, mas logo na entrada houve enfrentamentos entre as torcidas, com a polícia tendo que intervir. E no início da segunda etapa, com o Palermo em vantagem, a torcida local do Catania passou a aremessar foguetes dentro do campo. Entre eles, bombas, e uma atingiu um policial de 38 anos, que acabou falecendo. Outro policial ficou gravemente ferido, mas já se encontra fora de risco.
Na rua, mais confrontos pós-clássico entre ultras e policiais. Cerca de 100 pessoas ficaram feridas.
Fotos: Reuter e Gazzetta dello Sport
O programa Expresso da Bola, apresentado pelo repórter Décio Lopes, passa no Sportv (canal 39, NET). Hoje assisti o programa visitando o Uruguai, e tentando mostrar alguns fatores que contribuiram para a decadência do futebol uruguaio, tanto seleção como clubes, em termos de conquistas.O programa é excelente (reprisará, entre outros horários, neste domingo à 8h e 30min), e trata da parte cultural envolvida no futebol e neste programa específico, mostra as mazelas que passa o futebol cisplatino. Há entrevistas com ex-jogadores, treinadores e jornalistas uruguaios também.
Uma das coisas que chama atenção, é o estado em que se encontram os centros de treinamentos dos grandes Peñarol e Nacional. O do Peñarol é um pouco melhor, mas deixa muito a desejar em comparação aos times de ponta brasileiros, por exemplo. Estão naquele esquema: "tudo bem pintadinho", bem cuidado, etc, mas observando as condições de infra-estrutura mesmo, nota-se que eles pararam no tempo. São CT's de times pequenos, que não condizem com a grandeza de Peñarol e Nacional.
Um outro problema é semelhante ao nosso, que é o êxodo dos melhores jogadores, mas com um país de apenas 3 milhões de habitantes, nem os "exportados" são grandes destaques tecnicamente.
O programa mostra também a relativa ascensão do Danúbio, e a curiosidade é que existem 3 jogadores gaúchos por lá. Um deles, zagueirão de 1,95 de Santana do Livramento, já há 7 anos por lá, que virou o "xerife" e líder da equipe e também o ex-Brasil de Pelotas, Marcos Tora (meio-campista). O time está investindo nas categorias de base, e começa a colher os primeiros resultados, com um título uruguaio e neste ano participará da fase "pré-Libertadores", enfrantando o Vélez Sarsfield. O vencedor entrará no grupo do Inter.
E o documentário retrata também a economia uruguaia e a cultura "futebolera" de lá. Vale a pena assistir, excelentes imagens da capital Montevidéu, e um ótimo texto de Décio Lopes.
_________________________________________
Ainda sobre documentários, o leitor Froner indicou aí na caixa de recados ao lado , o documentário da BBC "Foreign Fields", que trata sobre a violência nos estádios pelo mundo. Assisti apenas a primeira parte, estou carregando as outras, mas já me apresso em indicar mesmo assim. Muito bom o documentário, e na primeira parte aparecem as torcidas italianas e argentinas, com entrevistas de torcedores (Rafa di Zeo), Di Canio (jogador da Lazio) e inclusive uma com "el Dié", Maradona. Vale a pena assistir também, só pela primeira parte dá pra ver que tem tudo o que não tinha no outro documentário que comentei aqui ontem. Após assistir todo, coementarei aqui, mas só pela primeira parte, nota 10, muito bom mesmo.Abaixo os links do Youtube para quem quiser ver (é em inglês e sem legendas em português). O Froner, que já assistiu todo, pode comentar aí pro pessoal ter mais uma idéia do documentário.
Valeu pela dica, Froner!
(os trechos são de aproximadamente 10 minutos cada um)
Primeira Parte
Segunda Parte
Terceira Parte
Quarta Parte
Quinta Parte
Sexta Parte

Mais uma vez, o futebol demonstra que algumas obviedades e chavões, por mais batidos que sejam, nem sempre são aprendidos. Não especificamente por parte do Barcelona, mas por parte de quem participa do contexto extra campo. Não sabemos se o Barcelona achou que poderia obter uma vitória fácil, ou a intensidade desse pré-julgamento, se houve. Mas que antes desta final do mundial muitos não levaram em conta as peculiaridades do futebol, isso se observou.
O Inter foi a campo com uma proposta definida, e talvez a única possível para buscar a vitória: impedir a liberdade de atuação dos principais jogadores do Barcelona. E os jogadores colorados foram muito competentes nesse intuito, jogado com o máximo de concentração, vigiando cada espaço de campo.
No primeiro tempo, o Barcelona teve duas chances mais claras, sendo a mais perigosa a falta cobrada por Ronaldinho. O Inter, com chegadas menos perigosas teve suas melhores chances com um desvio fraco de Alexandre Pato e chute em diagonal executado por Índio, que saiu sobre o gol. Zero a zero e intervalo. Importantíssimo para o estado anímico da equipe gaúcha, esta ida para o vestiário com o empate no marcador.
Na volta para o segundo tempo, as intenções pareciam como as da primeira etapa. O Inter mais preocupado em ser perfeito defensivamente e buscar, em saídas rápidas, situações perigosas contra o gol do Barcelona.
A certa altura, algo que os colorados não contavam: Fernandão sai de campo machucado e é substituído justamente pelo criticado Adriano Gabiru.
Apreensão ainda maior na torcida gaúcha. Sai talvez o maior ídolo desta atual equipe colorada, para a entrada do mais criticado pela torcida, quase o anti-herói. E mais uma vez o futebol mostra que é caprichoso, e parece que faz absoluta questão que ninguém jamais desvende seus caminhos.
O jogo caminhava para aquele momento em que tudo parece estar definido, indo para um empate. Mas numa aliviada de Índio, quase em cima da linha de fundo do Inter, ele manda pra frente. A bola é desviada da intermediária do Inter por Adriano, que toca pra frente de cabeça.
Vai a bola para Luis Adriano, que também de cabeça toca mais à frente para Iarley, que já se encontra no lado espanhol do campo. Iarley domina e num belo corte se livra de dois defensores do Barcelona, e vvê dois jogadores do Inter passando da linha da bola para servirem de opções.
Um passa pela direita de Iarley, outro pela esquerda. É Adriano Gabiru. Iarley que fez o cálculo perfeito, passa no momento exato, evitando tanto a precipitação, como o impedimento. Adriano Gabiru ajeita e na saída de Victor Valdez, bate para o fundo das redes. 1 x 0. Delírio em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul.
Após o gol, Ronaldinho quase empata numa cobrança de falta que passou rente ao poste e antes Clemer havia feito belça defesa no chute de longa distância de Deco. Mas o Inter soube suportar o final da partida. Só Iarley e Rubens Cardoso, perto da linha de fundo do Barcelona, ganharam alguns preciosos minutos, prendendo a bola por ali, ganhando faltas, escanteio e lateral.
Até que o árbitro apita o final do jogo.
Na transmissão da Rede Globo, Galvão Bueno dizia: "há que se respeitar o futebol brasileiro". Não deixa de ser verdade, mas não sei até que ponto o Barcelona deixou de respeitar. Acho que a frase "completa" seria apenas: "respeitem o futebol".
Ele é caprichoso e parece que tem certo prazer em destronar que esquece das suas lições.
Festa colorada e Fernandão, mais uma vez este ano, levanta uma taça cobiçada por muitos.
O Sport Club Internacional, é campeão mundial de futebol.
Fotos: Site da Fifa e Terra Esportes
O zagueiro italiano Fabio Cannavarro foi o vencedor da Bola de Ouro, prêmio concedido pela revista francesa France Football. O vencedor do prêmio é considerado o 'melhor do mundo' mas na verdade os concorrentes são apenas os que atuam no futebol europeu. Como a maioria das estrelas está lá, fica como 'melhor do mundo' mesmo. Canavarro atualmente atua pelo Real Madri, e foi o Campeão Mundial de Seleções este ano pela Itália.Além do merecido prêmio, a vitória de Canavarro acaba com a hegemonia dos atacantes na premiação. O último defensor a levar o prêmio, havia sido o alemão Sammer do Borussia Dortmund, em 1996.
E Cannavarro não esqueceu dos companheiros de posição. Dedicou o prêmio à zagueirada, que segundo ele muitas vezes são mais importantes ao evitar um gol, do que fazer um gol fácil com a partida decidida.
Os dez mais votados este ano:
1. Fabio Cannavaro (Itália/Real Madrid) 173 pontos
2. Gianluigi Buffon (Itália/Juventus) 124
3. Thierry Henry (França/Arsenal) 121
4. Ronaldinho (Brasil/Barcelona) 73
5. Zinedine Zidane (França/Real Madrid) 71
6. Samuel Eto''o (Camarões/Barcelona) 67
7. Miroslav Klose (Alemanha/Werder Bremen) 29
8. Didier Drogba (Costa do Marfim/Chelsea) 25
9. Andrea Pirlo (Itália/AC Milan) 17
10. Jens Lehmann (Alemanha/Arsenal) 13
Morreu aos 79 anos de idade, nesta sexta-feira, Ferenc Puskas, um dos maiores gênios da história do futebol mundial.Puskas, antes da consagração de Pelé, era considerado o maior jogador de futebol do mundo.
Jogador de classe, possuia um fortíssimo chute na perna esquerda, que era além de forte, tinha muita precisão.
É um dos grandes do futebol mundial, sem a menor sombra de dúvida.
Um breve resumo da carreira de Puskas como jogador:
Kispesti FC (1939-1944) (antigo nome do Honvéd)
Kispesti AC (1944-1949) (antigo nome do Honvéd)
Honvéd (1949-1956)
Real Madrid (1958-1967)
Seleções
Seleção Húngara de Futebol (1945-1956)
Seleção Espanhola de Futebol*(1961-1962)
Treinador
Panathinaikos (Grécia)
Colo-Colo (Chile)
AEK Atenas (Grécia)
Sol de América (Paraguai)
Cerro Porteño (Paraguai)
Al-Masri (Egito)
Panhellenic Melbourne (Austrália)
Puskas foi treinador até o início dos anos 90.
Títulos
Campeão Húngaro - 1950, 52, 54 e 55
Campeão Espanhol - 1961, 62, 63, 64 e 65
Copa da Espanha - 1962
Copas da Europa (atual Liga dos Campeões) - 1959, 60 e 66
Mundial Interclubes - 1960
Pela seleção húngara, marcou 85 gols em 84 partidas, foi medalha de ouro nas Olimpíadas de 1952 e vice-campeão Mundial em 1954, na Suiça.
E chegou a impressionates 1176 gols em 1300 partidas em sua carreira.
Fonte: Wikipédia
Foto: Real Madrid
Na foto ao lado, torcedores da Croácia formam uma suástica na arquibancada, no jogo pelas eliminatórias da Euro 2008, entre Croácia e Itália.A imagem pode causar a suspensão da Croácia da competição, e parece que segue a tendência de muitos estádios europeus, com alguns casos mais explícitos, como na foto, e outros menos, mas em ambos, bastante perceptíveis.
Foto: The Sun (Inglaterra)