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Daison Pontes atualmente, aguantando

Recebemos e-mail de Ricardo Attolini, atual treinador do Gaúcho de Passo Fundo, sobre Daison Pontes. Attolini conta que Daison está residindo em Passo Fundo.

Neste ano, retornaram Gaúcho e Passo Fundo ao futebol profissional, e consequentemente retornou o clássico Ga-Pas na cidade. Num destes clássicos, Daison Pontes se fez presente no reservado do Gaúcho, apoiando seu clube, e o técnico Ricardo Attolini nos enviou três fotos deste acontecimento, publicadas abaixo. Para quem ainda não conhece Daison Pontes, clique na terceira foto ao lado, fixa aqui no blog. Além de ser uma alegria ver Daison Pontes prestigiando o futebol do interior gaúcho, as fotos comprovam a falta que fazia o tradicional futebol de Passo Fundo no cenário gaudério. Agradecimentos a Ricardo Attolini, que nos enviou algumas imagens do acontecimento.

Off-topic - Fica a sugestão pra o Froner e o Maurício, que estão com um belo projeto musical. Que façam a versão "Se yo fuera Daison Pontes" (para os que não lembram, assistam o vídeo do tópico anterior a este). O pessoal que gosta de boa música pode conhecer a música do Froner no vídeo que aparece depois das fotos do Daison Pontes, vídeo postado aqui no blog em fevereiro de 2008, quando de uma visita minha a Jaguarão. Uma de minhas músicas preferidas.






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Svanat - L'alba - R. Froner:

Ainda sobre o estilo gaúcho

A discussão é inesgotável. E aproveitando que estamos na Semana Farroupilha, voltamos ao tema: o estilo gaúcho de jogar futebol, ou ainda, se existe um estilo gaúcho.

Na quarta-feira desta semana, David Coimbra escreveu na Zero Hora a respeito de Oswaldo Rolla (Foguinho), que segundo Coimbra, foi “ quem instituiu o chamado futebol-força no Estado”.

Na sexta-feira, Luís Felipe dos Santos, do Impedimento, fez uma réplica ao texto publicado na Zero Hora. Para Luís Felipe, a pegada gaúcha foi ensinada por Vicente Feola: “Vicente Feola estava aí, nos ensinando como ter “pegada” e “garra” desde 1958. Demoramos quase vinte anos para aprender.”.

Recomendo que leiam os dois textos acima, porque são textos muito bons, mas também para que não fiquem fora de contexto, as frases retiradas dos dois artigos, utilizadas no trecho anterior.

Como dar pitaco é grátis, vamos lá.

No início dos anos 2000, o escritor gaúcho Luis Fernando Verissimo já perguntava, também através da Zero Hora, meio que duvidando, de onde viria esta “receita” que tornaria o estilo gaúcho algo tangível. Uma idiossincrasia regional ou mito? Veríssimo sutilmente ironizava, perguntando se esse traço se dava através do hábito do chimarrão, já que naquela época, assim como hoje, a maioria dos jogadores da dupla Gre-Nal era nascida em outras querências.

Neste tipo de discussão surgem alguns vícios de origem, como diria algum bacharel recém-formado.

O primeiro é que, da mesma forma quando algum gaúcho aborda o separatismo, de maneira infundada ou não, ocorre que para o interlocutor, soa como uma espécie de acusação: se “eles” pregam secessão, logo, nos consideram inferiores. Mas o contrário poderia ser real também, dependendo do ponto de vista. Entretanto, normalmente soa como soberba mesmo, e daí os vários desdobramentos.

O segundo diz respeito a uma figura de humor, mas de traço ideológico, que é considerada um sinal de inteligência, que é a auto-depreciação. Que de maneira quase inversa, torna qualquer tipo de ‘’defesa’’ de uma identidade, seja qual for (e mesmo no futebol), um bairrismo simplório, fora acusações mais sérias, que remetem, também, à ideologias. Se não te deprecias, bom sujeito não és...(ainda mais sendo gaúcho).

O terceiro, e não menos importante, refere-se ao ‘’pai da criança’’. Para quem considera o futebol-força uma “brucutulidade” hedionda, então os inventores desta aberração residem bem longe da casa dele.
Já para os que pensam que o futebol-força, de resultado, etc, seja a essência do futebol, então estes dirão: - surgiu, na verdade, no pátio da casa do meu avô, num gol a gol em 1922.

A discussão é infindável também por isto: carência de boas fontes, total ausência de vídeos e, hoje em dia, nem testemunhas oculares temos daquele princípio de futebol.
Como podemos saber, se um repórter do Correio do Povo, de Porto Alegre, ao reportar uma partida como “normal”, na verdade não presenciou um jogo de alta rispidez? Para ele, normal, mas para nós, com a visão de hoje, poderia ser extremamente futebol-força, ou futebol-arte, ou nem futebol.

A respeito dos vídeos, muito poderiam elucidar. Mas normalmente servem para confundir, pois são poucos, mas utilizados como prova cabal (até por sua raridade). Eu não acredito, ao menos até agora, que um Brasil x Suécia, em 1958, fosse mais ríspido do que qualquer jogo do Gauchão no mesmo ano, por exemplo. E nem falo de esquema tático. Mas não imagino um jogo de tal pompa, tendo as mesmas características de um jogo de Gauchão, mesmo em 1958. É algo como imaginar um Brasil x França nos dias atuais, disputado da mesma maneira que um Bra-Pel ou Ba-Gua. Inimaginável. Por que na metade do século passado seria diferente? Na falta de prova mais substancial, fico com a comparação atual, mesmo sabendo que os jogadores hoje em dia, estão muito mais vigiados em termos disciplinares, fator que reduz a força empregada, inclusive nas jogadas consideradas “limpas”.

Sobre o Foguinho ter iniciado o ‘’futebol de resultados” por aqui, também tenho minhas dúvidas, como todos que não presenciaram os acontecimentos naquela época deveriam ter.
Foguinho, como jogador, enfrentou equipes do Interior do RS que faziam frente a Grêmio e Inter (Foguinho nasceu em 1909). Enfrentou times da fronteira, que eram considerados bons tecnicamente (segundo relatos, óbvio), mas que já eram chamados de “times aplicados”. O futebol começou no RS trazido por ingleses em Rio Grande, e na fronteira quem nos apresentou à pelota foram uruguaios e argentinos (Santana do Livramento, Uruguaiana e Bagé), e muitos deles tornaram-se jogadores dos times daqui. Essa influência é inegável. O que pode-se discutir é que tipo de legado deixaram: “arte” ou “força”, ou o nome que quiserem dar.

Fato é que, Inter e Grêmio tiveram como primeiros adversários, fora de Porto Alegre, estes times do interior gaúcho.
E é fato também que, geograficamente e em termos de números absolutos de torcedores e população, Grêmio e Inter não deveriam ter conquistado tantos títulos fora do Estado como conquistaram, isto baseando-se na observação de outras cidades relativamente semelhantes a Porto Alegre nestes quesitos, dentro do Brasil.

A resposta à pergunta de Luis Fernando Verissimo não está no chimarrão, ou no número de gaúchos que hoje compõe os times da dupla Gre-Nal, e sim com quem estes clubes aprenderam a jogar bola. Ou seja, no pátio de nossos avós, invariavelmente embarrados.

E afirmar que o futebol gaúcho, em geral, prima pela força ou “raça” não exatamente quer dizer que os outros não possuem estas características, ou que não há técnica por aqui.

Como disse Luís Felipe na bela postagem que publicou no Impedimento, não é preciso nascer em alguma cidade interiorana do Rio Grande do Sul para se ter ‘’raça’’ e virilidade num campo de futebol. Mas que ter nascido por estes pagos ajuda na hora de encarar um Ba-Gua de bota, espora e bombacha, isto é inegável:



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Foto: Jornal Minuano (Bagé-RS), sobre o polêmico e último ''Ba-Gua de botas, esporas e bombachas'', realizado em 1988 na Pedra Moura, com jogadores amadores, e árbitro "de a cavalo".

Segundona 2009 - 4ª rodada

E deu Bagé no clássico Ba-Gua 395. O Bagé quebrou um jejum de 15 jogos sem vitórias no clássico, a maioria empates (dos 15 jogos, 11 terminaram empatados), mas um incômodo jejum, de qualquer maneira e que perdurava desde junho de 2003, quando o Bagé aplicou 4 x 1 na Pedra Moura.

Ontem a partida também foi no arrabalde do Menino Deus e desta vez a vitória foi por 2 x 1.

A partida foi tensa, como todo o clássico é, e para enervar ainda mais as torcidas, o primeiro tempo ficou no zero a zero. Na segunda etapa, o zagueiro Aládio do Bagé abriu o marcador, após cobrança de falta de Edinho, aos 10 minutos.

O Guarany empatou o clássico aos 25 minutos, depois de escanteio, com o também zagueiro Fábio Vidal. Quando parecia que o clássico se encaminhava para mais um rotineiro empate, eis que outro zagueiro surge como figura importante na partida: Aguinaldo, que aos 40 minutos decretou a vitória jalde-negra. Gol do Bagé e loucura na Pedra Moura. Aguinaldo tomado pela empolgação geral, tira a camisa na comemoração e corre em direção à torcida adversária. Foi expulso, mas já havia feito o principal.

Esta partida também marcou a volta dos jogos noturnos na Pedra Moura, que estava com o sistema de iluminação desativado já fazia algum tempo. Soube que alguns torcedores do Guarany acenderam velas durante a partida para ironizar a iluminação da Pedra Moura. Inteligente e bem-humorada corneta, mas relatos e fotos desmentem que a iluminação estivesse ruim. A corneta final ficou por conta dos jalde-negros, dizendo que as velas foram trazidas para o "velório" do índio.

Com a vitória o Bagé "salvou" a maior série invicta na história do Ba-Gua, 17 jogos, obtida nos anos 40, que estava perto de ser ultrapassada pelo Guarany.


No outro clássico da rodada, o Rio-Rita (Rio Grande x São Paulo, o "rita" é por causa do apelido do São Paulo, caturrita), jogo para matar torcedores do coração. O jogo estava nos 44 minutos da segunda etapa, e o São Paulo, em casa, vencia por 2 x 1. O Rio Grande empata aos 45, e vira o jogo aos 49. O técnico do São Paulo pediu demissão após o resultado.

E na chave dois caiu o último invicto da Segundona 2009: o Aimoré perdeu para o Porto Alegre no finalzinho do jogo, 1 x 0.
Uma novidade na rede que cobre a Segundona Gaúcha é o site Esportchê , redigido por dois acadêmicos do curso de jornalismo da UCPel (Victor Canuso e Vinícius Conrad). O site faz a cobertura da Segundona com resultados e classificação atualizados, além de bons textos sobre os jogos da competição. Parabéns aos dois pela iniciativa, e é sempre uma forma de fazer o que a "grande mídia" não faz, já que prefere noticiar o resultado do J. Malucelli no paranaense, do colocar os resultados de nossos clássicos, só para ficar num exemplo recente. O site ficará nos links ali do lado, aqui no blog.

Todos resultados*:

Flamengo 1 x 1 Farroupilha
Bagé 2 x 1 Guarany-Ba
São Paulo 2 x 3 Rio Grande
São Gabriel 0 x 1 Rio Pardo
Porto Alegre 1 x 0 Aimoré
Brasil-Fa 2 x 1 Cerâmica
EC Milan 2 x 2 Santo Ângelo
Lajeadense 1 x 2 Três Passos
Riograndense-SM 2 x 1 Atlético-Ca
Glória 1 x 0 Panambi
*Pelotas x 14 de Julho não foi realizado porque a Brigada Militar não liberou a Boca do Lobo para a partida.

Classificação:
Chave 1
1º Flamengo 8
2º Bagé 7
3º São Paulo 6
4º Rio Grande 5
5º Guarany 5
6º Pelotas 4
7º 14 de Julho 3
8º Farroupilha 2
Chave 2
1º Porto Alegre 10
2º Aimoré 9
3º Cruzeiro 6
4º Cerâmica 6
5º Rio Pardo 5
6º Brasil-Fa 4
7º São Gabriel 3
Chave 3
1º Riograndense-SM 12
2º Glória 11
3º Santo Ângelo 11
4º Três Passos 9
5º Panambi 5
6º Atlético-Ca 5
7º EC Milan 2
8º Lajeadense 0
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Fotos:
Jornal Minuano (Bagé-RS)
Site do Sport Club Rio Grande

Um domingo sem futebol

"Portanto, deixando de lado as observações judiciais, vejamos como se procede a observância do Dia Sagrado para o fanático. O dia sagrado determina que nenhum trabalho mundano deve ser realizado. Se então você cessa de todo emprego secular e não faz nada mundano ficando livre para ocupações futeboleiras, vai à cancha, ouve a torcida enaltecendo o clube, pensa sobre coisas divinas, preocupa e espera o futuro, têm diante de seus olhos a decisão próxima e não se importa com as coisas presentes e visíveis, mas com as coisas invisíveis e futuras, esta é a observância do Domingo sagrado do torcedor."*
*Adaptado de um
texto religiososo.


Um domingo é um domingo em qualquer lugar do mundo. Para os que têm a ida ao estádio tão sagrada como a ida à Igreja para os cristãos, o domingo, além de tudo que o domingo pode ser, é dia de futebol. Mas não o futebol da TV ou dos outros times. Se o teu time não joga no domingo, é um domingo sem futebol. Exceções feitas a jogos de Copa do Mundo que, além da óbvia importância, guardam como consolo que o mundo inteiro vive, nestes casos, um domingo sem futebol.

Ainda agora lembro dos domingos da adolescência, quando acordava lá pelas 13 horas, almoço com a família (algumas vezes desfalcado da presença de meu pai, que já se encontrava no estádio, possivelmente na preleção), e rumava para a Pedra Moura, subindo a Salgado Filho, passando por um escritório de contabilidade que todo domingo de jogos do Bagé, colocava uma bandeira jalde-negra no alto do prédio, depois atravessar a Praça das Carretas e finalmente chegar na Líbio Vinhas, no “arrabalde do Menino Deus”, e ficar mirando o número de carros estacionados nos arredores para fazer uma estimativa do público da tarde. Mais perto do estádio, vislumbrava as três bandeiras tremulando (e sempre estão tremulando em dias de jogo): Brasil, Rio Grande do Sul e Bagé, com seu sol que irradia amarelo e preto desde o canto superior (GEB!), e se espalha pelo pavilhão. No portão (seja de sócios ou da arquibancada), sempre aquele tumulto, por menor que seja a partida: venda de ingressos, produtos, alimentos e - principalmente - os pedidos de ingresso gratuitos e as juras de alguma ligação com o clube (que por motivos misteriosos dariam direito a entrada franca). Alguns levavam...
Depois, é claro, o futebol. Futebol!

Esse era e é, um domingo de futebol, verdadeiramente. Não esses de finais e decisões pela TV, nada contra eles, acompanho da mesma forma, mas são incomparáveis. Os da TV, embalados a vácuo e insossos; os do campo, saborosos, daqueles que engraxam os dedos e o bigode.

Por isso tem algo de (muito) melancólico um domingo sem futebol. Mesmo que o futebol salte por todos os lugares, pela rádio, pela internet, com o Jader Rocha em imagem congelada desde Salvador atrás do Grêmio (neste exato momento, na TV Com)... Mas isso é domingo de futebol para eles, não para nós.

Como sou torcedor do Bagé e resido a uns 220 quilômetros da Pedra Moura, meus domingos de futebol se tornaram mais raros ainda. Salvo quando volto ao pago, ou quando o meu time anda por aqui, a maioria dos domingos é sem futebol, e hoje é mais um deles. Mas hoje é duplamente sem futebol, porque além de estar longe, mesmo que estivesse na cidade, não haveria futebol.
Mas para os dias em que o Bagé está em campo, para mim é um domingo de futebol, graças a internet. Pode parecer paradoxal, mas com o meu time em campo, nada é insosso, e até criei certo “ritual” para acompanhar os jogos, ainda que via computador. Mesmo de longe, também almoço cedo, porque barriga cheia na hora da tensão não é nada agradável. Verifico a transmissão on-line da digna e valorosa Rádio Clube de Bagé, (a única das 6 emissoras da cidade a acompanhar os jogos da dupla Baguá) e a partir das 13 horas já fico conectado. No horário do jogo, um maço de cigarros fechado, cinzeiro, isqueiro e o aviso de “não perturbe” no semblante. Não é de engraxar os dedos, mas é um domingo de futebol, mesmo longe da terra.

E hoje que é um dos domingos sem futebol, assisto Cerâmica x Novo Hamburgo na TV (bom jogo, já na segunda etapa), mas o domingo está tão com cara de domingo, que fiquei com vontade de vir até aqui e escrever sobre os domingos de (sem) futebol.

Aos que podem ter um domingo verdadeiramente futebolero hoje: aproveitem, no nosso caso, nem todo o dia o templo está aberto.




Foto: Flickr, autor: rsapa57

Penalidade Máxima e ainda Football Factories

Assisti ao filme "Mean Machine" (título em português: Penalidade Máxima).
O filme, bem, aí vai a sinopse:
"Um ídolo do futebol é expulso do time devido à acusação de ter manipulado um resultado e, logo depois, agride um policial e é preso. Ele recebe então a proposta para que treine o time dos guardas da prisão. Com Vinnie Jones".

Na verdade ele é "ex-ídolo, porque não joga mais e vendeu um jogo entre Inglaterra e Alemanha. A sinopse também não me deixou interessado no filme, mas como era sobre futebol...vamos lá.

O filme não é ruim, mas não recomendaria pra quem não está disposto a gastar R$ 2,50 num filme "normal". Mas tem alguns momentos.

Resumindo a coisa toda, acaba que ocorre um jogo entre presidiários e guardas na prisão inglesa onde está o ex-ídolo. Ele lidera o time dos presidiários. Tem alguns momentos engraçados, bastante clichês e mistura o mundo "da detenção" com o mundo futebolero.
A edição da partida entre "detentos x guardas" é longa, mas se tratando de "filme de futebol" até que as ações não são das piores (ao contrário de vários outros filmes). No caso deste, eles levam vantagem porque têm que representar um jogo amador, então se torna mais fácil lidar com falta de velocidade, etc. Ficou "ajeitado".



Ficha:
Título Original: Mean Machine
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 99 minutos
Ano de Lançamento (Inglaterra): 2001
Direção: Barry Skolnick

No elenco, quem assistiu ao "Snatch - Porcos e Diamantes" (um dos meus favoritos), irá reconhecer metade do elenco. Não sei se é por isto, mas na capa do filme na locadora, há uma inscrição que é do "mesmo diretor" de Snatch - Porcos e Diamantes...vendo a ficha técnica aqui, parece propaganda enganosa.
Além deles, aparece também Danny Dyer (foto ao lado) , que foi protagonista em "The Football Factory”, e apresentador do documentário que vou lincar abaixo.

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Este não é ficção. Danny Dyer vai para a Turquia e mostra um dos clássicos mais selvagens do mundo, entre Galatasaray e Fenerbach, pela série "The Real Football Factory - International" . Tem um pouco de imagens do clássico turco no estádio e algumas entrevistas com os envolvidos, além de comentários do próprio ator/repórter. O ator, que não é bobo nem louco, vai com a torcida que é maioria no estádio, inclusive de jaqueta do time, que ele ganha na frente de um bar de torcedores. Mas o documentário é muito bom, ainda mais tendo como parâmetro o que (pouco) se produz sobre futebol. A edição é excelente!
O único "porém" é que esta versão que eu achei é sem legendas, não sei se existe outra legendada. Mas faz do limão uma limonada e além de assistir, treina teu inglês...ou só assista mesmo, as imagens são auto-explicativas, em grande parte dos casos.
Eu gostei bastante e como é uma série, assistirei os demais e depois comento por aqui.

TRFFI - Turquia
TRFFI - Argentina (ainda não assisti, depois comento)

Das frases que marcam

Esta postagem é via "Frases Futboleras".
Mas a frase foi quase uma história, ou uma história, realmente. Reproduzo a frase aqui, em espanhol, pois postar ela traduzida seria um crime. Lendo vocês irão entender.

Então, que fale José Luis Calderón*:

"Hace unos años fui con mi pibe a una compra venta de un amigo de la infancia, de la villa. Bueno, llegué, un lío bárbaro, nos fuimos a tomar unos mates. Y ahí, entonces, el tipo me dijo que no tenía sillas.

"Y pasame un cajón, boludo", le tiré.

Al rato mi pibe pidió una gaseosa y mi amigo me dijo que no tenía vaso de vidrio.

"Y que tome del pico", le contesté.

Y así... Cuando nos fuimos mi pibe me dijo: "Papá, son muy pobres".

Paré el auto en seco. Lo miré.

"Escuchame una cosa, pendejo de mierda y la concha de tu madre, qué te pensás que sos, ¿millonario? ¿Sabés dónde vivía yo, pelotudo?", le dije.

Y lo llevé a la villa. Y le mostré mi casa, con el baño [banheiro] a 30 metros. Ahora se adapta a todo".


E o que tem isto com futebol? Tudo.

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* O autor da frase é José Luis Calderón, jogador argentino, e podem saber mais dele na Wikipédia, em:
http://es.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Luis_Calder%C3%B3n

Prêmio Blog Solidário


O Puro Futebol recebeu uma indicação ao Prêmio Blog Solidário. A indicação é feita por outros blogs de futebol, que contribuam com a internet futebolera (sem incentivos financeiros), e no nosso caso, quem nos indicou foi o blog Futebesteirol. Agradecemos sinceramente a indicação e abaixo vai a lista das indicações do Blog.

Ao fazer esta lista notei duas coisas: que a maioria dos blogs que lembrei são argentinos, mas resolvi deixar assim mesmo porque na verdade sou relativamente um novato na blogsfera, e talvez por isto a minha lista de leitura não seja extensa. E a segunda coisa é que de blogs brasileiros, pouco leio além dos blogs relacionados na lista de links ao lado.
Tenho que ler mais os blogs futeboleiros nacionais, tem muita coisa boa pra ser lida, certamente.

Novamente, muito obrigado ao Futebesteirol.


Dêem uma passada pelos blogs (mesmo os em língua espanhola), são bem interessantes.

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* Condiciones y bases de participación:
1.- Escribir un post mostrando el PREMIO y citar el nombre del blog que te lo regala y enlazarlo al post que te nombra. (De esta manera se podrá seguir la cadena).
2.- Elegir un mínimo de 7 blogs que creas que se han destacado alguna vez por ayudar, apoyar y compartir. Poner sus nombres y los enlaces a ellos. (Avisarles).
3.- Opcional. Exhibir el PREMIO con orgullo en tu blog haciendo enlace al post que escribes sobre él y lo otorgas a otros.

Mudanças no visual do Puro Futebol

Pessoal, tive que alterar o "template" do Puro Futebol para estes que vocês estão vendo agora. Uma pena, porque gostava bastante daquele anterior, que era "limpo" e com detalhes que também gostava.
Não mudei por vontade própria, é que na última semana as postagens apareciam "desformatadas", os links foram para o final da página e ficou muito desorganizado, apesar de eu não ter alterado nada (acho que o blogger danificou o modelo anterior).
De qualquer maneira, salvei o "código" do visual anterior e se os problemas acabarem, retornarei com ele.
Por enquanto fica este, que não gosto, mas admito ser bem mais fácil manipular.
E na verdade o principal é o texto (rogo!), mas um "layout" que não me agrada tanto é irritante.
É mais do mesmo com as cores diferentes, peço a compreensão de todos.
Mas saliento: foi uma mudança compulsória.

Noel e sua paixão futebolera

Noel Gallagher (foto aí do lado), guitarrista da banda britânica Oasis, declarou que pretende comprar a equipe inglesa do Manchester City (rival do Manchester United, de projeção internacional bem maior). Na realidade é aquele esquema de ações da equipe, e Noel compraria o suficiente para se tornar o acionista majoritário. O valor: algo em torno de 1,5 milhões de reais, o que Noel, a despeito de nós, pobres (literal e metaforicamente) mortais, chama de "mixaria" (que no fundo pode ser verdade, se for relativado).

O comentário dele, ao periódico musical NME: "Gosto do time desde criança e parece brincadeira que eu agora possa adquiri-lo por uma mixaria. Acredito que nós possamos juntar cerca de 400 mil libras [cerca de R$ 1,5 milhões] em dinheiro para comprar o clube".
A aventura no futebol contaria com a participação de Mike Pickering (produtor da banda e diretor da Sony BMG)., que seria seu sócio no negócio .
A paixão de Noel pelo Manchester City (segundo o site argentino La-Redó, o clube mais popular da cidade inglesa) não é de hoje.









Lembro que em uma reportagem da revista Showbizz (antiga Bizz, que não sei se ainda existe, desculpem) que cobria uma turnê deles no Brasil, Noel perguntou para um repórter brasileiro como conseguir notícia do campeonato inglês. Queria saber se seu time havia conseguido a vaga para a primeira divisão (hoje em dia o Manchester City encontra-se na Premier League, mas sempre namora com a Segundona de lá). Achei interessante, pois não é tão comum, apesar de não ser raro, estrelas do rock internacional preocupadas com os seus times, e não apenas posando pra foto com a respectiva camisa de vez em quando (na foto ao lado, Noel ainda guri).
Há alguns anos atrás, apesar do interesse pelo clube, Noel refutou a possibilidade de entrar no mundo da cartolagem inglesa, e explanou um dos motivos: "não quero uma horda de holligans na minha casa me xingando caso a equipe não vença".
De qualquer maneira, independente do negócio se concretizar, Noel faz lembrar o sonho de muitos torcedores (principalmente de equipes menores), que é se tornar um dirigente do clube, e ainda com a possibilidade de botar uns pilas em cima, coisa que é reservada apenas a quem tem algum sobrando, em grande escala. Se eu fosse ele, não disperdiçaria a chance.
Na pesquisa para esta postagem (leia-se, Google), acabei encontrando outra frase de Noel, bem interessante, sobre a seleção inglesa. A pergunta era sobre a participação inglesa na Copa de 2006 (que já havia sido eliminada à época da entrevista):
Pergunta: O que você achou da campanha da Inglaterra?
Média. Não tão ruim quanto estão dizendo. Os jogadores ingleses são muito valorizados em um time onde são cercados por jogadores de outros países, mas se reunirmos 11 ingleses em um time de futebol, é uma tragédia. Na Inglaterra, estão criticando muito Sven (Goran Eriksson), mas fala-se muito de tática – não temos um jogador tão habilidoso quanto Henry, Ronaldinho ou Ronaldo, nem goleiros tão bons quanto (Jens) Lehmann. Temos apenas (Wayne) Rooney e (David) Beckham, mas ele está encerrando a carreira. Todos os nossos melhores jogadores, como Steven Gerrard, (Frank) Lampard, John Terry são potentes– são famosos por suas entradas duras e têm fôlego para correr o dia todo."
O sujeito da foto é Rafael di Zeo, líder da barra-brava do Boca Juniors. Coloquei esta foto de rosto, quase uma 3 x 4, porque ao se falar em chefe de torcida, muitos imaginam uma pessoa com menos anos de idade. Di Zeo já vê a "geada branqueando o cerro" de sua cabeça.

Em várias postagens aqui do blog foi retratado como funcionam as barras, e vão muito além de uma torcida comum, para o bem ou para o mal. Há casos de violência (corriqueiros), acusações de extorsão, e inclusive certa e relativa gerência sobre as coisas do clube.

Mas acabei achando um vídeo, uma espécie de documentário, feito num dia de "superclássico" na Argentina.
Neste vídeo aparece Di Zeo em dia de jogo, o jogo era no Monumental de Nuñez (estádio do rival River Plate) e mostra desde a "organização" para tomarem os ônibus ( os micros ), entrada no estádio, até a volta para a Boca.

Nada de impressionante, mas a trabalheira que tem Di Zeo para organizar a coisa toda chama a atenção. Ele é acusado de receber muita grana por estar chefiando a barra do clube mais popular da Argentina, e a acusação é recorrente a todos os cappos de torcidas argentinas. Dizem que vivem disto. Não posso opinar sobre o que não conheço, mas o trabalho dele é digno de um gerente de uma empresa. Chama a atenção, no início do vídeo, os métodos utilizados por Di Zeo para fazer cumprir o cronograma (observem como ele "organiza" a entrada nos ônibus...mais para o final do vídeo ele explica que é normal, pois pedindo educadamente ninguém dá atenção). Tudo passa por ele, desde a entrada nos micros, a entrada no estádio, as tratativas com a polícia, a entrada de instrumentos, a próxima música que será cantada e até a distribuição de refrigerante no intervalo.

Também não é novidade a grande influência que têm estes chefes de torcida na Argentina.
Como exemplo disto, nestes dias Rafael Di Zeo está preso, com alguns membros de La 12. E hoje, para terem uma idéia, recebeu a visita de três jogadores do Boca: Palermo, Palacio e Migliore.

A visita causou espécie no presídio, inclusive com carcereiros pedindo autógrafos para as estrelas do Boca.
Di Zeo foi presenteado com roupas e sapatos de uma "marca famosa", segundo o Diário Olé, e abriu-se até uma exceção, pois quinta-feira não é o dia convencionado para a visitação.

Isto mostra a influência do chefe da barra do Boca. Influência que parece não irá acabar tão cedo. E de tudo que possa se falar de Di Zeo, ninguém pode negar a habilidade em lidar com a imprensa, de certa forma carismático.

Outro destaque do vídeo é a narração do segundo gol do River, muito boa.

De qualquer maneira, independente de opiniões, a música, o ambiente, tudo...é muito interessante. O futebol é inexplicável.



Mas assistam ao vídeo, alguns talvez já tenham visto, já que não é novo, mas é muito peculiar.


Foto: www.26noticias.com.ar
Matéria da visita à cadeia: Diário Olé
Vídeo: se alguém souber a autoria (fala, Maxi!), poste nos comentários.

Comunidade da Seleção Gaúcha de Futebol

Dizem que os gaúchos, ou uma parte considerável, têm uma veia separatista inerente. Nunca fiz uma mensuração (nem informalmente, como nas esquentes da internet) da quantidade percentual de quem é contra ou favor à idéia.
De qualquer maneira, muitos gaúchos, ainda que não separatistas e longe disso, sonham em ver um dia uma seleção gaúcha organizada e atuando de vez em quando. Alguns sonham mais longe, e pensam nela nos moldes da Seleção da Catalunha na Espanha, que mesmo sendo uma região e não um país, tem a chancela da FIFA para jogar uma vez ao ano.


E pensando nisso tudo, o leitor João Xavier criou a comunidade "Seleção Gaúcha de Futebol", no Orkut. Na comunidade são comentadas possíveis escalações da Seleção Gaúcha atual, histórias de quando a Seleção Gaúcha era formada, alguns exercícios de imaginação, uniformes, além dos resultados das seleções das categorias de base (que eu não sabia que atuava).

A respeito de antigas seleções de Estados, antigamente existiam, mas eram combinados dos grandes clubes de cada Estado, não importando o local de nascimento do jogador, e sim onde atuava. Já o assunto da comunidade é mais voltado para os jogadores nascidos no Rio Grande do Sul e não sobre os que atuam no Estado apenas.


A comunidade conta atualmente com mais de 500 participantes.

O assunto sempre faz a gente puxar pela memória, e normalmente saem seleções bem razoáveis, que fariam frente na América do Sul com as melhores seleções. Faria?

Pra quem quiser participar da comunidade,
clique aqui (necessário ser usuário do Orkut).

Foto: não sei a autoria, e é a imagem utilizada pela comunidade do João.

Romário

A pedido do nosso leitor Maurício, aqui vai um pequeno resumo da passagem do tetra-campeão Romário em campos australianos.

Romário está jogando no Adelaide, que disputa a chamada A-League, da Austrália. O contrato é de US$ 350.000,00 por quatro partidas (que beleza!). O atacante ainda não marcou nenhum gol em 3 partidas pelo Adelaide, e na terceira partida, em que a equipe empatou em 1 x 1 com o lanterna do campeonato, Romário foi substituído aos 18 do segundo tempo, e deixou o estádio 5 minutos antes do término do jogo.

O técnico John Kosmina, já admitia deixar Romário no banco no que seria a quarta partida dele na Austrália. No dia seguinte à partida, Romário não compareceu ao treino, e através de um intermediário mandou avisar ao técnico que estava insatisfeito com o tratamento que tem recebido. E apesar da polêmica, e talvez justamente por ela, o jogador voltou aos treinos nesta quarta, e o treinador já passou a dizer que a presença do craque é garantida na quarta partida dele por lá. É o velho Romário.

Mas no futevôlei continua se destacando, sem dúvida. Infelizmente não achei as fotos publicadas no site do Terra Esportes ontem, as quais mostravam mais um bom desempenho de Romário nas areias, agora australianas.

Enquanto isso no Brasil, o presidente do Cene, do Mato Grosso do Sul, já tenta contato com Romário, para que ele atue no seu clube. A idéia do presidente do Cene:
"Meu pensamento é aliar a parte técnica do Romário ao baixo nível técnico dos adversários."

A outra intenção do presidente do Cene é aproveitar a exposição do clube com a presença de Romário no elenco. Romário faria o gol 999 pelo Cene, e partiria em busca do milésimo no Maracanã, com a camisa do Vasco, que seria a intenção inicial do jogador. Questionado sobre a possibilidade de Romário criar carinho pelo time do Cene e resolver marcar o milésimo gol por lá mesmo, o presidente foi espirituoso novamente:
"Se o Romário quisesse fazer o milésimo gol aqui pelo Cene, eu me atiraria nas águas do Pantanal e abraçaria os jacarés de tanta alegria".

Romário atualmente possui 986 gols na carreira.

Fonte: Terra Esportes
Foto: Assim que eu achar a supra-citada

Rock and Roll !

Motorhead F.C!
A banda Motorhead, através de seu legendário vocalista Lemmy, se tornou patrocinadora de um time de futebol, categoria sub-10, o Greenbank FC (da cidade de Lincon, leste inglês). Os valores não constam na notícia, mas a equipe exibirá o logotipo e o nome da banda nas camisetas, devidamente pretas, é claro (calções e meias serão negros também).

Tudo surgiu porque o admistrador do time conheceu Lemmy há alguns anos, e através de um e-mail fez a proposta, que foi aceita pela banda.

Gary Weight, o admistrador da equipe declarou que a intenção é "aterrorizar os adversários e saírmos vencedores merecidamente".

Não lembro de nenhum outro caso de banda de rock patrocinando equipes de futebol, mas é uma boa. Aqui no RS já temos faixas nas torcidas de Grêmio e Inter, do AC/DC e Ramones, respectivamente. Só duvido que o nome da equipe não venha a ser "engolido" pelo nome de "Motorhead", ainda mais com este belo uniforme. Por outro lado, quem iria saber deste time por aqui, se não fosse o patrocínio do Motorhead? Bela jogada. A gurizada já está no clima.

Editado: Já tinha postado a notícia, e lendo ela no Blog, a foto dos garotos ingleses ficou na mesma altura da foto do "PURA IMAGEM". Esta é uma das tantas belezas do futebol. Os guris ingleses estão num belo campo de futebol, com traves e redes, além de um bom gramado (pelo que pode-se observar da foto e deduzir, obviamente). Os guris da foto do "PURA IMAGEM", estão num famoso "areião", chão batido, sem uniformes e numa trave "McGyver" feita de madeira das mais rústicas. Mas a gurizada de ambas as fotos se diverte de maneira igual, podem apostar. É claro que o ideal é que todos tivessem a mesma condição de praticar o futebol, ou qualquer esporte, mas o futebol é democrático e apaixonante, talvez também por estes contrastes, que na hora do jogo, não influem tanto. Por isso é FUTEBOL.

Futebol e Rock and Roll!


Fonte: site da FM Pop & Rock (Argentina), através do site "La redonda".
Foto: "La redo"

Pato Alexandre no Olé

O jovem Alexandre Pato, atacante do Inter, já estampou sua foto no Olé da Argentina, apenas com uma partida entre os titulares. O fato é diferente, porque o Olé não prima por uma cobertura mais abrangente sobre o campeonato brasileiro, nem futebol brasileiro em geral. Claro da mesma forma que aqui o campeonato argentino passa meio que batido, é normal. Mas o jogador colorado chamou a atenção até dos jornalistas argentinos e apareceu numa matéria do jornal na terça. Vai ser difícil(?) ele manter esta média de atuação, mas se fizer algo próximo a 50% disso nos jogos pelo Inter, será sensação.
Aí abaixo o texto publicado no jornal argentino:




Alexandre Pato, de 17 años, tuvo un gran debut en Inter

Sigam este garoto
"Alexandre Pato é centroavante, de 17 anos, e no domingo teve uma grande estréia entre os titulares do Inter de Porto Alegre: um gol, duas assistências (uma a Iarley) e a figura no 4-1 frente ao Palmeiras. A torcida enlouqueceu, mas os dirigentes estavam avisados: já o fizeram assinar um contrato com uma cláusula rescisória de 26 milhões de dólares. Este admirador de Cristiano Ronaldo foi incluído pelo técnico Abel Braga no plantel que jogará o Mundial de Clubes, a partir de 13 de dezembro"

Matéria original: clique aqui
Fonte: Diário Olé, através do Blog Clube da Bolinha
Foto: Diário Olé

Testemunho de Peso

O sujeito da foto ao lado é Andrés Ducatenzeiler, ex-presidente do Independiente (2002 e 2004), e ex-membro do Comitê Executivo da AFA.

Em meio a toda esta turbulência e quase anarquia que passa o Apertura e, por conseguinte o futebol argentino, Ducatenzeiler, que já se retirou do futebol, concedeu deu uma esclarecedora entrevista ao Diário Perfil da Argentina. Falou sobre várias coisas que ocorrem nos bastidores do futebol portenho. Segundo o jornal, o Independiente, clube que Ducatenzeiler presidiu, é historicamente o clube mais ligado ao atual presidente da AFA, Julio Grondona.
A entrevista ainda repercute na Argentina.

Como seguidamente escrevo aqui sobre as barras e algumas curiosidades extracampo na Argentina, a entrevista dá alguns esclarecimentos sobre coisas que vêm ocorrendo por lá.
Abaixo, algumas das questões respondidas por ele:



Qual é a relação entre os barrabravas e os clubes?


Não diria barrabravas. Para mim é a torcida, porque se não a barra termina sendo uns poucos. Viu-se isso na partida do Racing outro dia: aplicaram o direito de admissão a 16 sujeitos que supostamente são delinqüentes, e enquanto no campo 300 brigavam com a policía, os outros milhares da arquibancada apoiavam, não diziam: “Parem, não façam distúrbios”. Por isso, o nome barrabrava não me agrada (...).
Por que se disse que os torcedores de Gimnasia pressionaram a seus jogadores para que dessem para trás (na partida contra o Boca)? Porque entenderam que outro clube pedia a seus jogadores que por mais dinheiro ganhem uma partida, quando antes, e contra seu rival histórico, tomaram sete gols.Isso o torcedor sente. Não justifica, mas o entendo.

Mas dentro da torcida, a barra não tem um vínculo diferente com o clube?
Sim, são os representantes da torcida. Nunca ouvi um torcedor do Boca dizer que (Rafael) Di Zeo não o representa. E isso lhe dá poder, domínio e uma relativa condição econômica que ele usa para sentar-se à mesa de discussão. Não estão na direção do clube, mas para tomar uma decisão que tenha a ver com a torcida do Boca, se fala com Di Zeo, porque ele move 1.500, 2.000 pessoas. No futebol, com 2.000 pessoas ganha-se uma eleição em qualquer clube, e Di Zeo tem 2.000 pessoas que por sua vez são representantes de outras 10 mil, porque se não o segundo piso do estádio do Boca não estaria cheio. As pessoas escolhem ir onde está La 12. Isto está claro. Gostemos ou não. Na década de 80, o chefe da torcida do Independiente,o Gallego, assinava autógrafos. Ias a um estádio como visitante e não te agrediam nem te roubavam, porque esse tipo com outros te defendia e cuidava melhor que a polícia. Assim foi se criando um grupo de poder. Depois, se deram conta de que o futebol é um enorme negócio onde os espertos encheram-se de dinheiro e o torcedor, como acontece hoje, não pode ir ao estádio, e decidiram fazer parte deste negócio, para que os torcedores que representam a maioria tenham certos privilégios: não pagar entrada, transporte gratuito até os estádios e também conexões políticas que depois lhes dão possibilidades de trabalho.

A barra tem seu próprio orçamento?
"É um orçamento já estabelecido. Por exemplo, se há uma partida da Copa Sul-americana está contabilizado nos gastos para a equipe. Vão viajar 50 pessoas, há que conseguir passagens e os passaportes. A torcida funciona como um gasto a mais. É assim no futebol em geral, e não é um delito".

Arbitragem:
“As pessoas sabem que árbitro prejudica seu clube e qual não prejudica, e vai condicionada. Perguntem em qualquer clube” qual é o árbitro que te prejudica “ e os torcedores sabem, porque esse árbitro está escalado para dirigir determinado clube. Por que têm árbitros que, apenas ao entrar num campo, 50 mil lhe insultam? A AFA não sabe? Para que os colocam? (...)

(...)Daniel Giménez voltou a dirigir Boca-Gimnasia (partida interrompida em La Plata). Ele havia dito que não seguiria porque o ameaçaram de morte! Há que entender que Grondona (presidente da AFA) tirou o técnico da equipe que ia sair campeã (Boca Juniors). Imagine se depois não saísse! Que aconteceria? Boca tem que sair campeão porque lhe tiraram (a AFA) o técnico? Estou fantasiando, qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência. Por que o presidente do River não pode falar e fala (Daniel) Passarella? Por que a (José María) Aguilar(presidente do River) lhe salvaram as finanças com empréstimos da AFA? Em um futebol normal, o presidente do River, depois de Boca-Gimnasia, não iria falar? Não é difícil conferir: vá na AFA, onde ninguém pode entrar, pegue os livros e vai ver que nas faturas de conta correntes há um empréstimo de dois milhões e meio para o River, justo no momento de fechar contas. Lá Aguilar começa a perder. E tudo é legal, ninguém fala de ilícitos, mas assim manobram".

Sobre a polícia:
"Um policial cobra muito mais por cobrir uma partida do que por trabalhar de vigilante. Em minha época, o extra que recebiam por cobrir cinco horas de partida eram três dias de trabalho. Assim, as torcidas para enfrentarem-se esperavam que se terminasse o horário policial, porque depois a polícia já não cobria o serviço".

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A entrevista prossegue com acusações bastante graves contra o atual presidente da AFA, outros por menores das torcidas, acusações em relação aos contratos da seleção Argentina, entre outras mutretas na manipulação de alguns resultados. É bem interessante e vale a leitura. Não publico completa aqui por que, além da minha tradução estar longe de ser das melhores, por ser bem extensa poderia se tornar muito enfadonho para quem não acompanha o que tem ocorrido no futebol argentino fora de campo.

Leia a entrevista completa aqui.


Fonte: Diário Perfil

Foto1: Diário Perfil
Foto2: 26 Notícias
Foto3: Ambito Web

Galo Campeão na Segundona

O Atlético Mineiro é o Campeão da Segunda Divisão de 2006. O Galo já tinha garantido a presença na elite do futebol brasileiro, e com a vitória de 1 x 0 hoje, fora de casa frente ao Ceará, conquistou o campeonato.

Para clubes considerados grandes, e ainda envolvidos uma forte rivalidade local, a segundona é um verdadeiro martírio. Ou um martírio dobrado.

O Atlético se livrou deste sofrimento, e em 2007 estará de volta à primeira divisão, além de conquistar o título hoje.

Será que valerá estrela no uniforme ano que vem?



Falando em rivalidade local, no site das torcida "Os Fanáticos", do outro Atlético, o paranaense, a página de entrada já "homenageia" o rival Coritiba, mostrando como funcionam as coisas quando um se encontra na primeira e o adversário na segunda divisão.

Com o empate de hoje (1 x 1 contra o Gama, no DF), o Coritiba continua na Segundona em 2007.

E o drama continua para alguns. O Payssandu, que corre sério risco de cair para a Série C, perdeu de 9 x 0 para o Paulista.
E ainda viu seu rival (Remo)garantir também hoje a permanência na Série B do ano que vem.

Como já aconteceu com o próprio Coritiba, torcedores já falam em "recepção" no aeroporto de Belém.


Foto 1: Último Minuto Esportes
Foto 2: Site "Os Fanáticos"

Estádio libertadores da américa

No início desta semana comentávamos aqui sobre a despedida do Independiente de seu estádio, pois o mesmo passaria por remodelação.

Pelo que aparece na animação (abaixo), o novo estádio rojo será belíssimo . Aliás, nos cantos do estádio, a estrutura lembra a Arena da Baixada.


No site do clube tem uma animação interessante, que mostra como ficará o estádio após terminada a reforma.
Clique no link abaixo e assista(o vídeo é em windows media player, e tem 3min13seg de duração).

http://www.independiente.com/nuevo_estadio.wmv
O assíduo leitor deste blog, Maurício (que escreve no blog parceiro, Cuarto dos Fundos), nos envia o link de uma página do site oficial do Grêmio, através da caixa de mensagens (veja no lado direito do blog).

O link mostra uma mensagem da mascote do Grêmio, "Madonna". É de certa forma comum, clubes adotarem algum animal que "freqüenta" o estádio.
Mas no caso da publicação do site tricolor, repercutiu porque o texto usa "termos caninos", como se fosse a própria "Madonna" que tivesse escrito.

Com a rivalidade Gre-Nal, vocês já imaginam a brecha dada à gozação.
Como o texto é "canino", alguns termos soaram engraçados para o pessoal.
O início do texto é este:

Olá, amigos torcedores. Estou abanando o rabinho de felicidade!
Acho que vamos para mais uma Copa Libertadores”.

Daí já viram...
O texto já está aparecendo em várias comunidades do Orkut.
Imagino que torcedores do Grêmio nada tenham contra a mascote, mas qual será a opinião sobre o texto?


Fonte: através do Maurício, o site oficial do Grêmio.
Foto: a foto do post não é a da mascote tricolor.

Cultura Futebolística (?)


É inegável. As torcidas brasileiras idolatram o mais que famoso "seu" Madruga do Programa do Chaves.

Seu Madruga, o anti-herói brasileiro, ops, mexicano, é um ícone dos jovens que foram criados assistindo o personagem nas tardes do SBT.
Lembro que quando eu tinha 12 anos, era complicado assistir, pois já era fanático por futebol, e o SBT passava o Chaves exatamente no horário do Globo Esporte. Mas sempre assistia de uma maneira ou outra.

Pois o Seu Madruga cativou além de algumas gerações, várias torcidas brasileiras.



Uma pena que o ator, não pode assistir tamanho prestígio no Brasil. Uma visita do Seu Madruga hoje no Brasil, seria um evento nacional.

Em tempos de efeitos especiais, a turma do Chaves ainda atrai o público brasileiro, talvez justamente pela simplicidade. E acabou refletido no futebol, de certa maneira.

Nas vezes que falaram de clubes de futebol no Chaves, sempre traduziam por times brasileiros, mas certamente não eram os times citados na versão original..
Seu Madruga também tinha uma flâmula de um time mexicano em sua parede. Se alguém lembrar que clube era este da flâmula, favor nos informar.

As fotos da imagem acima, são publicadas por torcedores de clubes brasileiros que supostamente seu Madruga "torce" e até joga (comunidades do Orkut).
Pra quem tiver dificuldade de identificar alguns, aí vai, pela ordem (esquerda superior para direita):
SeleçãoBrasileira, AméricaMG, Atlético-MG, Flamengo, Figueirense, Avaí, Fluminense, Palmeiras, Santa Cruz, Juventude, Náutico, CSA, Internacional, Grêmio, Payssandu, Pelotas, Cruzeiro, Botafogo, Ponte Preta, Portuguesa e Santos.

E certamente tem mais.

Is this Love

O vídeo abaixo é de um jogo-treino entre a Jamaica e o time do Toros Neza, do México.
Não sei a data da partida, mas o vídeo é muito interessante.
A trilha sonora mereceria um Oscar.
Lembra aquela história de que tal disco do Pink Floyd, se executado junto com o filme "O Mágico de Oz", teriam sincronia perfeita?
Reparem que o carrinho que dá origem à bagaça é no exato momento em que na música retumba o "prataço" de entrada.
Quem imaginaria tanto estresse entre jamaicanos e num jogo-treino ainda por cima?







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