Hoje é dia de Gre-Nal

Gre-Nal.
Hoje e pelo Brasileirão. O Gre-Nal pelo Brasileirão é diferente um pouco dos do Gauchão. O do Brasileirão envolve outros fatores, como no caso de hoje, a disputa de vaga na Libertadores pro Grêmio, e a disputa pelo título no caso do Inter. Gre-Nal é Gre-Nal, como já diz antigo jargão, ainda mais valendo tudo isso, com repercussão no futuro imediato dos clubes. O do Gauchão é mais "direto".

Mas o clássico tem tantos prismas, que não deixo de lembrar os Gre-Nais do Gauchão. Valem menos que os do Brasileirão em termos de futuro em outras competições, mas em se tratando do jogo em si, os do Gauchão tem toda uma aura "gaúcha".

Várias finais disputadas nos rigorosos invernos de julho, agosto. Dedos "encarangados", campo embarrado, manga comprida, bergamota e "japona" bem grossa para agüentar o frio e o vento.

Zero Hora/Correio do Povo cedinho da manhã (hoje em dia recebo já no sábado, não lembro como era antes, mas comprava só no domingo), a capa já fazia a chamada (como ainda faz) e as reportagens dando detalhes das equipes. Nas rádios da capital, ainda que mal sintonizadas em virtude da distância, tudo era Gre-Nal.

Hoje é Gre-Nal pelo Brasileirão. Diferente, mas igual. E o Estado estará parado, com a respiração apreensiva. Se o Google Earth focar o mapa gaúcho hoje, não duvido que possa sentir os pampas pulsando.
Tudo muda num dia de clássico.

O café da manhã para o torcedor gaúcho em dia de Gre-Nal é a refeição completa. Pois o almoço devido à ansiedade já não cai tão bem. E as horas passam lentamente, se arrastam, até a hora do clássico. Este ano, justamente na entrada do horário de verão acontecerá o clássico. Uma hora a menos de nervosismo para os torcedores de ambos os clubes.

E tudo se decide numa tarde. É injusto. Um Gre-Nal deveria ser decidido no mínimo, numa partida de 3 horas e com o juiz sendo substituído a cada 30 minutos. O derrotado sabe que o time poderia apresentar mais. O vencedor sabe que o time poderia ter feito mais gols.

Ao derrotado, além da tristeza, a lembrança do que irá enfrentar pela semana, e até mês inteiro.
Já o vencedor...não há como explicar o sentimento de uma "vingança" alcançada, mas que será eternamente buscada. Novamente, outra vez, e mais e mais.

Tudo já se escreveu sobre Gre-Nal. Mas nada irá explicar o clássico.

É domingo. Amanhece. É Gre-Nal. Bom dia, bom clássico.

O Rio Grande do Sul está fechado para balanço, até às 18 horas de hoje.

É Gre-Nal.



Foto: www.portoalegre.rs.gov.br

O amor e o Gre-Nal

Este texto recebi do leitor e blogueiro Maurício Kehrwald Cruz, via e-mail. Excelente texto retratando a rivalidade Gre-Nal no cotidiano dos jovens gaúchos. Belíssimo texto, Maurício. Agradeço a colaboração!

A figura ao lado mostra algumas rivalidades, ainda que menores à Gre-Nal, mas mundialmente famosas.







"É impressionante como certas coisas, desobedecendo quaisquer tipos de
lógicas e práticas no campo do bom senso, são recorrentes em nossas vidas.
Ou pelo menos estão aí, nas vidas de muitos outros, fazendo parte de nosso
cotidiano.

Comecei assim meio abrangente, mas na verdade eu quero escrever sobre um
mote em específico: por que razões gremistas insistem em namorar gurias
coloradas e vice-versa?

Está aí uma pergunta de difícil resposta. Alguns valer-se-ão da máxima a
qual diz que os opostos se atraem. Ok, respeito a opinião, mas o aforismo
supracitado não dá vazão à complexidade da questão.

Pois bem, vejamos assim, por este lado: o cara é colorado xiita. Daqueles

que sabem a escalação do time que ganhou um jogo válido pela sexta rodada do
primeiro turno do Brasileirão de 1993.

Fanático e membro da Camisa 12 ou da FICO ou então freqüentador da Popular,
nosso herói, já não bastasse a paixão e o relacionamento de altos e baixos
com o time, resolve engatar-se sentimentalmente numa colega de faculdade,
pois nem só de futebol e cerveja vive o macho.

Mas é claro que ele não
conhecerá a moça e acordará um dia descobrindo que ela é gremista. Ele
descobre cedo, e, mesmo assim, decide que vai entrar de peixinho no romance.

É aí, pois, que principia seu ocaso:

- Oi, somos colegas né? – pergunta, com um sorriso tão lindo quanto ela.

(Até porque as gremistas normalmente são lindas... ao menos as que eu conheci)


- É! Somos. Na terça-feira de manhã, cadeira de Introdução à pesquisa –
sorri, quase babando.
- Tá com alguém aqui na festa? – o sorriso é sempre o mesmo: lindo.
- Nem... vim com um amigo, ele se arrumou com uma guria e eu fiquei aqui com
a minha companheira. – Soergue uma Polar, em long neck
- Bom... se tu já tens companhia...
- Minha companhia aceita ser esquecida quando o motivo é tão belo.

(pausa)

(beijos)

Pois é! Vós sabeis que beijos derivam de diálogos até mais absurdos que este
aí acima. A noite acaba em beijo mesmo, ele pega o número de celular dela e
ela o dele.


Cortemos os 3 dias seguintes, a conversa que tiveram por
telefone, a troca de msn e os trâmites todos de um início de relacionamento
na Era Contemporânea. Estamos, agora, na terça-feira pela manhã, aula de
introdução à pesquisa:

- Psiu!
- (...)
- Ei, guri!
- Oi!
- Vamos tomar um café? Não agüento mais essa aula.
- Vamos.

E vão.

No boteco perto do bloco onde estudam, ela resolve tecer comentário acerca
do abrigo completo do Inter que ele está vestindo:


- Colorado, então... – ela sorri
- Sou! Tu também?
- Gremista...
- Ah...

Observação importante: esta é a hora de sair correndo, caso a pessoa em
questão seja irresistível e haja uma possibilidade forte de sair namoro daí.

Mas é claro que não é isso que nós homens, gremistas ou colorados fazemos,
evidentemente.

- Decepcionado?
- É... não... não faz diferença... tu tens outras qualidades. – Sorri, meio forçado
- É mesmo? Quais sejam?
E cita, dissertando sobre cada um, os aparentes atributos da moça.
Ela sorri
Ele a beija.

Corta pra 4 meses depois, dia de Grenal, na casa dela, com o pai da moça: um
daqueles gremistas psicóticos, que, em dia de jogo usa até meia e pantufa do
time. O namorado não foi ao jogo pois como o mesmo é no Olímpico, logo os
ingressos esgotaram e ele ficou sem. O velho não foi porque acha que já
passou da idade de se amontoar em campo de futebol.

Vão ver pela televisão:

- Te prepara que hoje o imortal, multicampeão, invencível e campeão mundial
vai humilhar esse teu timeco.

- Tá, tá, “Sêo” Clóvis... come aí teu churrasco enquanto o sofrimento não
vem!

- Sofrimento? – exaltado e cuspindo farinha na cara da mulher, da filha e do
genro – Sofrimento vai ser o teu com essa bosta de time!

- Certo, certo... agora me alcança mais uma cerveja... – enquanto isso troca
afagos com a filha do “Sêo” Clóvis por debaixo da mesa.

Comem, bebem, trocam provocações. São, agora, dezesseis horas em ponto e a
família (incluindo parentes) da namorada está toda lá, engrossando o caldo
tricolor, numa – perdão, mas o trocadilho é inevitável - agremiação
predominantemente gremista (os colorados haviam conseguido ingresso).

O árbitro apita o apito. A peleja começa.

(Lapso de 1 hora mais 50 minutos)

Vamos às variáveis:

I - Vitória do Grêmio:
- Chora, macaco! – grita o “Sêo” Clóvis
- Tá certo... tá certo... – grunhe o rapaz
- Cadê o Inter? – Grita o “Sêo” Clóvis
- Tá certo... perdemos... – responde em voz muito baixa o rapaz
- Cadê o centroavante de vocês? Não era craque? – brada outra vez o velho
- Certo, certo... não foi o dia do cara... – ele é muito fã do dito centroavante
- Cadê o...
- Cala essa boca seu velho imundo, senil e porco! – Rompe num berro
absurdamente alto, o rapaz.

O namoro acaba.

II – Vitória do Inter:
(Rapaz sorrindo e dando risinhos)
- Tá rindo do que? Foi roubado! – Grita o velho, colérico
- Que é isso “Sêo” Clóvis... jogo bom... alguém tem de ganhar! – responde

quase chorando de rir

- Tira essa camisa já! – Brada o velho cada vez mais colérico e com a respiração ofegante
- Calma...
- Tira isso, seu palhaço!
- Calma aí “Sêo" Clóvis...
- Tira isso seu filho de um corno!
- Cala essa boca seu velho imundo, senil e porco! – Rompe num berro
absurdamente alto, o rapaz.

O namoro acaba.

III – Empate

- Merecíamos a vitória! – exclama o velho
- O empate foi justo... mas o Inter foi melhor – responde o rapaz, já
querendo mudar de assunto
- Justo? Jogaram melhor? Uma ova! Esse seu time é de fracos!
- E vocês empataram com um time de fracos em casa... o que vocês são?
- Olha o respeito comigo rapaz...
- Eu lhe respeito “Sêo” Clóvis...
- Respeita nada, piá! Não tem nem barba na cara ainda!
- Cala essa boca seu velho imundo, senil e porco! – Rompe num berro
absurdamente alto, o rapaz.

O namoro acaba.

O amor, que tantos percalços supera, tanto degraus galga, que tantas
infâmias contraponta; este amor, este mesmo amor...

Nunca transpõe o Gre-Nal."


Maurício Kehrwald Cruz*


____________________________
* Maurício escreve no Cuarto dos Fundos e no Elite Tática

Morre o maior artilheiro da Libertadores

Faleceu nesta sexta-feira Alberto Spencer, aos 69 anos, vítima de complicações cardíacas.
Spencer era equatoriano, mas teve a ascensão no futebol no Uruguai, nos anos 60. Jogou pelo Peñarol, onde foi campeão uruguaio, da Copa Libertadores e da Copa Intercontinental (atual Mundial de Clubes). Chegou a defender a seleção uruguaia em amistosos e só não foi para a Copa do Mundo vestindo a celeste, porque nunca quis abdicar de sua nacionalidade equatoriana.




Na Libertadores, marcou 54 gols, sendo o maior artilheiro da história da competição.
Recorde quase impossível de ser batido.
E novamente o direito de admissão é utilizado por um clube argentino para se precaver de possíveis atos de violência. Desta vez é o Arsenal, próximo adversário do Boca Junior no Apertura. Como anteriormente, a lista possui nomes de 15 integrantes da "La 12", que terão que ficar de fora do estádio.
Parece que o Comitê de Segurança Desportiva está decidido a barrar torcedores envolvidos em distúrbios e por um bom tempo, e as medidas vêm sendo respeitadas até aqui. De outubro até agora, está já é a quarta partida em que o direito de admissão é utilizado.

O curioso na notícia do Diário Olé é a maneira como os líderes de La 12 (alguns na foto acima) lidam com o impedimento de ir ao estádio: almoçarão com a torcida (como sempre fazem em dias de jogos) prepararão a bateria, e depois monitorando pela televisão comandarão as ações. Por celular.

Apesar de considerarem a medida discriminatória, o advogado do líder da barra "La 12", disse que o cliente não entrará na justiça por não querer prejudicar o Boca.

Fonte: Diário Olé, através do leitor Maxi.

Sul-americana

O Toluca do México venceu o San Lorenzo da Argentina por 2 x 0 e chegou nas semi-finais da Copa Sul-americana. Os gols foram de Carlos Morales e do atacante argentino Bruno Marioni.
Na primeira partida em Buenos Aires, haviam empatado em 3 x 3.
Agora o Toluca pega o Colo-Colo do Chile, e na outra semi-final disputam Atlético Paranaense e Pachuca, outro time mexicano.




Na Bolívia, a partida entre Ciclón e Destroyers se transformou em pancadaria generalizada.
A confusão começou porque a comissão técnica do Destroyers reclamou com a arbitragem, pois estavam atirando foguetes neles.
Daí um jogador do Ciclón se intrometeu, empurrando o técnico adversário, outro do Destroyers empurrou, e...
Acabou que invadiram o campo vários torcedores do Ciclón (segundo o Opinión da Bolívia, embriagados), para pegar os jogadores do Destroyers que iam se refugiar no vestiário.
Antes de sair, o goleiro reserva dos Destroyers ainda teve tempo de agredir um jogador do Ciclón com um pontapé no rosto, que caiu no chão, com o maxilar fraturado e três dentes perdidos.
Os torcedores utilizaram paus e pedras na perseguição e combate com os jogadores visitantes. A violência foi tanta que até jogadores do Ciclón (time local) ajudaram alguns jogadores visitantes a se safarem dos golpes, como o goleiro titular do Destroyers que apanhava em meio a um grupo de torcedores.

O juiz, apesar de estar entre alguns policiais, acabou apanhando um pouco também, e recebeu 12 pontos no rosto: -Temi não sair vivo, disse depois.

Já no vestiário, os jogadores do Destroyers não tiveram trégua, e após pedras e vidros quebrados, refugiaram-se na Escola de Polícia, cerca de algumas quadras do estádio.
Segundo o relato da imprensa, até as locuções de rádio foram interrompidas.

E mais essa: segundo um diretor do Ciclón, o juiz estava favorecendo os visitantes do Destroyer por estar claramente embriagado.

O que levaria a duas conclusões:
1. Se for verdade, pelo menos diminuiu o impacto dos golpes que o juiz sofreu.
2. Futebol e álcool na Bolívia são esportes indissociáveis.

Fontes:

Opinión (Bolívia)
D. Olé (Argentina)
O Boca Juniors enfrentou na tarde de hoje o Racing, em Avellaneda, jogo havia sido transferido em virtude da confusão admistrativa em torno do direito de admissão.
O resultado foi um 0 x 0 que levou o Boca à liderança isolada novamente, um ponto a mais que Estudiantes e River Plate e , e com duas partidas a menos.








Foto: Diário Olé (Argentina)

ícones do futebol II -Daison Pontes - o mito

Bom, começo o post pedindo desculpas: não achei sequer uma foto do Daison Pontes na internet para aqui colocar. Daison Pontes, apesar da falta de fotos, não é um mito tão antigo assim. Mas é um mito. Uma espécie de Charles Browson do futebol gaúcho, e isso que o futebol gaúcho é repleto de 'charles bronwsons'.
Pois o gaúcho Daison Pontes tem a ficha mais 'suja' do futebol brasileiro. E olha que na época dele e aqui no Rio Grande do Sul, muitas coisas não iam pra súmula. Segundo vários sites (mas não sei de informações oficiais, advirto), Daison foi o jogador que mais vezes foi expulso no futebol brasileiro. Sem julgamentos das atitudes, até mesmo porque não sou contemporâneo do jogador, podemos afirmar que este jogava "a morrer".

Entre as lendas futebolísticas, confirmada por vários veículos e profissionais da imprensa, se encontra o episódio de Daison Pontes com o juiz José Luis Barreto, atualmente aposentado e que cuida da direção de arbitragem no RS.
Daison Pontes jogava pelo Gaúcho de Passo Fundo, e em 1974 Barreto apitava uma partida por lá.
Pênalti contra o Gaúcho. Daison Pontes xinga José Barreto.
Barreto o sentencia: - Se eu te pegar fora de Passo Fundo, te expulso.
Daison Pontes responde: - Se tu me expulsar eu te quebro.

Barreto o "pegou" num jogo em Santa Maria (RS), Daison Pontes foi expulso.
Daison Pontes cumpriu a promessa também.

Relato do jornalista e narrador Régis Höher, numa entrevista para a PUC-RS:
"Tem coisas impressionantes. Depois de 1975 até 1982 quando eu vim para a rádio Gaúcha. Eu nunca esqueço de um lance que o Inter de Santa Maria jogava contra o Gaúcho de Passo Fundo. O Daison Pontes, um zagueiro machão, forte, num lance, tendo como juiz José Luiz Barreto, mais recentemente tornou-se diretor de árbitros da Federação Gaúcha de Futebol. O Daison Pontes agrediu* o Barreto. Eu tenho guardadas as gravações daquele lance. Eu estava narrando. "

(* um soco no rosto e pontapé)

Daison Pontes é figura lendária, e mesmo assim não pude descobrir nas pesquisas do Google foto ou paradeiro atual dele. Tentarei descobrir e publicarei aqui.

Sem nenhuma apologia à violência, o que marca a trajetória de Daison Pontes no futebol (e imagino que haja muito mais histórias por este interior gaúcho), é a autencidade do jogador. Pré-julgamentos à parte, Daison Pontes faz parte do folclore do futebol gaúcho.

Breve ficha de Daison Pontes, segundo as fontes (não sei se está completa):

1959 - agressão a adversário
1962 - invasão de campo
1963 - ofensa ao juiz
1963 - agressão ao adversário
1964 - ofensa ao juiz
1964 - ofensa ao juiz
1964 - ofensa ao juiz
1966 - agressão ao adversário
1968 - ofensa ao juiz
1969 - agressão ao adversário
1969 - atitude inconveniente
1970 - agressão ao adversário
1971 - atitude inconveniente
1972 - agressão ao adversário
1973 - agressão ao adversário
1974 - ofensa ao juiz
1974 - agressão ao juiz*

* Foi suspenso por 18 meses e voltou em 1976 apenas para encerrar a carreira.

Curiosidade:
Daison Pontes formava a dupla de zaga com seu irmão João Pontes, ao qual são atribuídas estas trangressões:
1964 - agressão a adversário
1965 - agressão a adversário
1966 - ofensa ao juiz
1966 - agressão a adversário
1967 - ofensa ao juiz
1969 - atitude inconveniente
1970 - agressão a adversário
1970 - agressão a adversário
1972 - ofensa ao juiz
1973 - agressão a adversário
1974 - ofensa ao juiz
1978 - ofensa ao juiz

Que avante encara esta zaga?

Fontes:
http://www.futebolgaucho2003.hpg.ig.com.br/curiosidades/curiosidades.htm
http://www.pucrs.br/famecos/vozesrad/regis/completa.html
http://www.museudosesportes.com.br/noticia.php?id=7110 (neste site tinha a foto, mas não "carrega" no computador)

Foto: escudo do Gaúcho de Passo Fundo
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